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Arcebispo de Maceió restringe missa tridentina e gera críticas
Decisão de Dom Beto segue orientação do Vaticano e provoca reação de grupos tradicionalistas.
O arcebispo de Maceió, Carlos Alberto Breis Pereira, conhecido como Dom Beto, passou a ser alvo de críticas após determinar a restrição da celebração da chamada Missa Tridentina nas igrejas da Arquidiocese de Maceió. A decisão foi formalizada em nota oficial divulgada em fevereiro de 2026 e tem como base o motu proprio Traditionis Custodes, publicado pelo Papa Francisco, que limita a celebração da forma extraordinária do rito romano.
Segundo a Arquidiocese, a missa em latim na forma extraordinária — também conhecida como rito tridentino — não possui autorização arquidiocesana. A nota esclarece, porém, que celebrações na forma ordinária do rito romano, o Novus Ordo, ainda que com partes em latim, podem ocorrer mediante consulta à paróquia responsável. Antes da determinação, grupos tradicionalistas buscavam realizar o rito em capelas antigas e igrejas históricas do estado.
A Missa Tridentina foi codificada em 1570 pelo Papa Pio V após o Concílio de Trento. A celebração caracteriza-se pelo uso do latim, pelo sacerdote voltado para o altar — prática conhecida como ad Deum — e por ritos mais silenciosos e solenes, com forte presença de incenso e simbolismos litúrgicos.
A medida provocou reação de setores ligados ao tradicionalismo católico. Canais europeus de orientação conservadora passaram a criticar publicamente o arcebispo. Entre eles, a apresentadora Relda, do canal “Desde España”, afirmou em transmissão ao vivo que o “Brasil está na boca de todos” na mídia católica internacional ao comentar a decisão da Arquidiocese.
Em sua fala, a comunicadora classificou a medida como autoritária e reproduziu publicações estrangeiras que acusam Dom Beto de ameaçar com “cisma e excomunhão” fiéis que celebrem a missa tridentina sem autorização.
No centro da discussão também está o modelo de Igreja defendido atualmente pelo Vaticano. A chamada Igreja Sinodal, incentivada pelo pontificado de Francisco, propõe maior participação dos fiéis, escuta comunitária e corresponsabilidade pastoral. Para críticos mais conservadores, essa orientação representaria uma ruptura com práticas tradicionais consolidadas ao longo de séculos.


