Geral
Praias do Litoral Norte e Sul de AL apresentam boas condições, mas áreas urbanas exigem atenção
Áreas centrais como Praia da Avenida, Pajuçara, Ponta Verde, apresentaram altos índices de contaminação
O Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) divulgou, na última terça-feira (20), o Relatório de Ensaios Analíticos de Balneabilidade (REAB nº 03/2026), com resultados das análises realizadas entre os dias 19 e 20 de janeiro. O estudo avaliou a qualidade da água em praias do Litoral Sul, Maceió e Litoral Norte, com base na presença da bactéria Escherichia coli, conforme determina a Resolução CONAMA nº 274/2000.
Segundo o IMA, a maioria das praias do litoral alagoano foi considerada própria para banho. No Litoral Sul, Pontal do Peba, Gunga, Barra de São Miguel, Praia do Francês e Praia do Saco apresentaram índices dentro dos limites seguros.
Já no Litoral Norte, Paripueira, Sonho Verde, Barra de Santo Antônio, São Miguel dos Milagres, Porto de Pedras, Japaratinga e a maior parte dos pontos de Maragogi também foram aprovados, assim como os trechos de Antunes, Patacho, Peroba e Ponta de Mangue.
Em Maceió, no entanto, a situação é mais delicada. Grande parte das praias urbanas foi classificada como imprópria para banho, especialmente nas áreas centrais. Pontal da Barra, Praia da Avenida, Pajuçara, Ponta Verde, Jatiúca e Jacarecica apresentaram índices elevados de contaminação fecal.
Outros pontos também foram considerados impróprios, como o Rio Niquim, em Barra de São Miguel, além da foz dos rios Maragogi e Persinunga, no município de Maragogi.
Ainda de acordo com o instituto, uma praia é considerada própria quando 80% das amostras das últimas cinco semanas apresentam até 800 NMP de E. coli por 100 mL. A praia é considerada imprópria quando esse critério não é atendido ou quando a última análise ultrapassa 2.000 NMP/100 mL.
Orientações
O IMA reforça algumas recomendações aos banhistas:
- evitar entrar no mar até 24 horas após chuvas fortes, principalmente perto de rios e canais;
- não utilizar áreas sob influência direta de rios, córregos ou emissários;
- evitar ingerir água do mar, sobretudo crianças;
- e ficar atento à presença de algas em alguns trechos do litoral.
As coletas foram realizadas nos dias 19 e 20 de janeiro de 2026 e o relatório foi divulgado oficialmente no dia 20. A análise foi conduzida por biólogos e químicos da Gerência de Laboratório (GELAB/IMA).


