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Samu salva jovem de 28 anos em Maceió após mal súbito, na Pajuçara

“Temos observado um aumento preocupante de casos de mal súbito em jovens, inclusive sem histórico prévio de doenças cardíacas", diz a coodenadora geral da Samu em Alagoas

Por Agência Alagoas 11/11/2025 14h02
Samu salva jovem de 28 anos em Maceió após mal súbito, na Pajuçara
Ambulancia do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. - Foto: Ascom Samu

Arnaldo Santtos / Ascom Samu

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) salvou um jovem de 28 anos que sofreu um mal súbito próximo à Roda Gigante, no bairro de Pajuçara, em Maceió. O fato ocorreu nessa segunda-feira (10), às 21h34. O paciente apresentava dor no peito, mal-estar, desmaio e dificuldade para respirar.

 

Uma Unidade de Suporte Avançado (USA) – UTI móvel foi acionada e o jovem, encaminhado com urgência à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Jaraguá, depois de a equipe ser orientada pela Central de Regulação das Urgências (CRU).

 

O episódio reforça a importância da campanha Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e Morte Súbita, que é celebrada em 12 de novembro. A data, instituída em 2010, busca conscientizar a população sobre os riscos e os sinais de alerta de problemas cardíacos que podem levar à parada cardiorrespiratória.

 

“Temos observado um aumento preocupante de casos de mal súbito em jovens, inclusive sem histórico prévio de doenças cardíacas. Isso mostra que, independentemente da idade, é fundamental adotar hábitos saudáveis e estar atento aos sinais do corpo”, disse a coordenadora-geral do Samu em Alagoas, enfermeira Beatriz Santana.

 

Segundo levantamento do Samu, 455 casos de emergências cardiológicas — incluindo infartos, AVCs e mal súbito — foram atendidos somente no primeiro trimestre de 2025 em Alagoas.

 

O cardiologista e socorrista do Samu, Rodrigo Nicácio, enfatiza a urgência do atendimento. “A cada minuto sem socorro, as chances de sobrevivência diminuem drasticamente. Certas arritmias, como a fibrilação ventricular, causam parada cardíaca imediata. Diagnosticar precocemente e tratar adequadamente é essencial para salvar vidas e garantir qualidade de vida aos pacientes”, acrescentou.

Nicácio destacou, ainda, que para reduzir o risco de um evento cardiovascular grave, é recomendável que praticantes de atividade física façam avaliação cardiológica, que visa identificar eventuais problemas estruturais e elétricos do coração.


A morte súbita cardíaca é um “problema elétrico” do coração, diferente do infarto, que é um “problema de encanamento”. Enquanto este último ocorre por obstrução arterial, a morte súbita resulta de uma arritmia grave que impede o bombeamento de sangue.

 

Socorro 

Entre os sintomas de alerta estão: palpitações, sensação de “soco no peito”, mal-estar súbito, falta de ar e desmaio. A prevenção passa por alimentação equilibrada (rica em frutas, verduras, ovos, carnes magras e peixes), atividade física regular, controle da pressão arterial, colesterol e diabetes, além de exames cardiológicos periódicos — especialmente em quem tem histórico familiar.

 

“Pequenas mudanças no estilo de vida fazem grande diferença”, reforça Beatriz. O uso de desfibriladores em emergências é crucial: o aparelho emite um choque elétrico capaz de restabelecer o ritmo normal do coração em casos de fibrilação ventricular.

 

A campanha “Coração na Batida Certa”, da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC), segue como referência na educação da população. Fique atento: seu coração pode estar pedindo socorro.