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Reajuste da educação em Palmeira deveria ser de 13,01%, mas não foi
Os professores da rede municipal de ensino em Palmeira dos Índios estão novamente na bronca com o prefeito, James Ribeiro e o seu secretário de Educação, Luiz Lobo. O motivo foi o projeto de lei aprovado a toque de caixa pela base governista, na última quarta-feira (27) na Câmara Municipal, concedendo reajuste salarial na ordem de 8,84% quando os demais municípios brasileiros reajustaram em 13,01% o salário dos professores, conforme determina a lei 11.738 de 16 de julho de 2008.
Durante a sessão, o Sinteal esteve reunido com vereadores Thales Targino, Cristiano Ramos e Júlio Cezar para exigir do governo a aplicação do reajuste de 13,01% como é de direito dos profissionais da educação, além do realinhamento com impacto deste índice direto na carreira dos trabalhadores. Além de emenda nesse sentido, a bancada de oposição ainda pediu vistas ao processo, mas foram rejeitadas.
“Esse aumento que o governo municipal está anunciando está abaixo daquilo a que nós temos direito. É um absurdo o que estão fazendo conosco, ou seja, mais uma vez os trabalhadores da educação saem prejudicados. Os bajuladores de plantão ainda ironizam de nossa cara, mas nada melhor do que o tempo” desabafou a professora, Silvana Porto.
Para o vereador, Júlio Cezar, “mais uma vez o governo perdeu a oportunidade do diálogo e de estreitar a relação com o Sinteal. Não custava nada ouvir a entidade que representa os trabalhadores da Educação, porque ao meu ver, ninguém melhor do que o Sinteal para dar importante contribuição neste processo. Quanto ao reajuste não sou contra, embora não tivesse segurança necessária para votar a matéria porque as planilhas dos vencimentos não estavam anexadas, nem estava clara a garantia do realinhamento, sem falar que o projeto chegou em cima da hora. Então me abstive” explicou o parlamentar.
O montante de recursos disponibilizados para a educação municipal em Palmeira dos Índios para o ano de 2015 soma 40 milhões de reais. O município foi o que mais recebeu incremento de recursos este ano (22%) em comparação com as demais cidades alagoanas. “É muito dinheiro, não faltam recursos, falta vontade política” disparou a sindicalista, Cícera Rodrigues.
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