Geral
Justiça determina que reeducandos devem ser transferidos para Presídio do Agreste
Decisão veio após policiais penais barrarem a entrada de dois ônibus de presos
Após o ocorrido dessa quinta-feira (16), quando policiais penais barraram ônibus que transferiam presos ao presídio do Agreste, o juiz André Luís Parízio Maia Paiva, da Vara Plantonista da 2ª Circunscrição, determinou que o comboio de reeducandos que saiu de Maceió na quinta deve ser transferido para o Presídio do Agreste. A decisão judicial tem como objetivo encerrar o impasse entre a polícia, o Estado e os policiais penais que seguem em greve.
Ainda na quarta-feira (15), a Polícia Civil havia dado entrada em uma representação criminal contra os policiais penais que estavam em serviço atuando no Presídio do Agreste e se recusaram a abrir os portões para que o comboio formado por dois ônibus de presos e dezenas de viaturas das polícias Civil e Militar pudesse entrar.
O juiz determina em sua decisão que, caso a transferência dos presos não seja efetuada, os policiais penais serão responsabilizados por crime de desobediência e prevaricação e pagarão multa de R$ 5 mil.
Os presos que foram levados provisoriamente para a Casa de Custódia de Santana do Ipanema, apósa a determinação judicial, devem ser transportados ainda na tarde de hoje (17) para a unidade prisional em Girau do Ponciano.
Antes da decisão ser divulgada, o Sindicato dos Policiais Penais de Alagoas (Sinasppen) informou que ainda não houve nenhuma rodada de negociações entre a categoria e o governo do Estado após o ocorrido na tarde de quinta-feira.
"Estamos no aguardo do retorno do governador", declarou Vítor Leite, representante da categoria.
O sindicato informou ainda que a Seris havia sido informada desde o dia 11 de setembro que não seria permitida a entrada de novos presos na unidade localizada em Girau do Ponciano, até que a reivindicação da categoria fosse atendida.
A greve dos policiais penais teve início no mês de agosto e tem como pauta salarial que inclui nivelamento da tabela do Plano de Cargos e Salários (PCS), reposição de 15% em cima da tabela corrigida e manutenção dos atuais direitos.


