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Famílias protestam por soluções para quem sofre de ilhamento socioeconômico

Manifestantes moram no entorno dos bairros afetados pelo afundamento do solo

Por Redação com G1 Alagoas 13/09/2021 12h12
Famílias protestam por soluções para quem sofre de ilhamento socioeconômico
Apesar de não estarem em área de afundamento do solo, moradores sofrem com o ilhamento socioeconômico - Foto: Reprodução/Douglas Lopes

A manhã desta segunda-feira (13) começou com um protesto realizado por moradores de bairros afetados pelo afundamento do solo em Maceió. A mobilização se iniciou por volta das 6h, quando foi efetuado o bloqueio do cruzamento entre a Ladeira Professor Benedito Silva e a Rua Marquês de Abrantes, em Bebedouro.

As famílias participantes do movimento moram em ruas que não entraram no mapa de criticidade, ou seja, não tiveram indicação para desocupação, mas sofrem da mesma forma por conta do esvaziamento do entorno, que causou a perca do comércio e consequentemente a força econômica, um processo chamado de ilhamento socioeconômico.

Às 11h, o bloqueio foi encerrado e uma comissão dos manifestantes se dirigiu a uma reunião com representantes da Defesa Civil para discutir o problema.

O presidente da Associação dos Empreendedores do Pinheiro, Alexandre Sampaio, conta que mais de 2 mil famílias das áreas do Flexal de Baixo, Flexal de Cima e da Rua Marquês de Abrantes, em Bebedouro, e da Vila Saem, no Pinheiro, permanecem no local.

Além das 60 mil pessoas que perderam suas casas, tem gente passando por situação pior. Essas pessoas estão ilhadas. Estão expostas a violência, aos escombros das outras casas que já foram fechadas”, relatou o presidente.

Durante a mobilização, nenhum veículo circulava pelas vias bloqueadas. A Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) e a Polícia Militar foram acionadas ao local e os motoristas que transitavam pela Santa Amélia ou Chã de Bebedouro em direção ao Centro eram orientados a seguirem por outras rotas.

A Defesa Civil de Maceió comunicou que as regiões do Flexal de Cima, Flexal de Baixo e o trecho Rua Marques de Abrantes não estão inseridas no Mapa de Linhas de Ações Prioritárias 04, em vigor desde dezembro de 2020, por não apresentarem indícios de afundamento do solo relacionados a atividade de mineração.

Mesmo assim, o órgão diz que foi encaminhado, em maio deste ano, um parecer ao Ministério Público Federal (MPF) e a Braskem recomendando que os moradores da região fossem incluídos no programa de compensação financeira da mineradora por causa do “Ilhamento Socioeconômico”.

O MPF comunicou também que estudos complementares foram solicitados e o assunto ainda está em análise.