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Audiência pública é solicitada para discutir indenizações da Braskem a moradores

Segundo deputado, apesar de 15 mil indenizações terem sido aprovadas, apenas 5 mil foram pagas

Por Redação com Assembleia Legislativa de Alagoas 02/09/2021 16h04 - Atualizado em 02/09/2021 17h05
Audiência pública é solicitada para discutir indenizações da Braskem a moradores
Deputado Galba Novaes - Foto: Reprodução

O deputado Galba Novaes afirmou na última quarta-feira (1) que deu entrada na Casa em um requerimento solicitando uma audiência pública, com o propósito de discutir a atuação da Braskem sobre às indenizações aos moradores dos bairros de Maceió atingidos pelo desastre geológico que afundou o solo devido à extração de sal-gema.

O deputado disse que irá convidar o MPE, MPF, OAB/AL, representantes dos bairros atingidos, órgãos ambientais e Braskem. “Tenho sido procurado por moradores destes bairros, que reclamam da morosidade e do desprezo da empresa com os mais de 60 mil moradores atingidos pela catástrofe. A situação por que passam os ex-moradores de Bebedouro, Pinheiro e Mutange e adjacência é constrangedora. Eles convivem com a falta de interação e de convívio com vizinhos e, muitas vezes, também com os familiares”, destacou.

Galba Novaes disse também que possui fontes que o informaram que apenas 15 mil indenizações foram aprovadas, e destas, só cinco mil foram pagas. “Um amigo me relatou o que vem sofrendo junto com sua família e o que já pensou em fazer com sua vida. Ele entrou em depressão e teve que fazer um tratamento sério. E esse não é um caso isolado, tenho conhecimento que mais de dez pessoas tentaram suicídio devido a falta de indenização”, afirmou.

O deputado disse ainda que com a audiência, ainda sem data definida, a Assembleia Legislativa poderá colaborar na resolução do problema, que afeta milhares de moradores.

A Braskem depositou R$ 30 milhões nos cofres da prefeitura de Maceió para construção de escolas que funcionavam nos bairros atingidos pelo afundamento e mais R$ 5 milhões para aluguel, enquanto as escolas são construídas. Sei da importância que é a educação para as crianças e adolescentes, mas esse dinheiro deveria ser utilizado nas indenizações dos moradores e, consequentemente, de suas moradias”, finalizou.

Já o deputado Francisco Tenório falou da importância da discussão e que também é importante convidar para a audiência pública representantes do Tribunal de Justiça. “O problema do bairro do Pinheiro está para Maceió assim como uma queimada de grandes proporções está para a Floresta Amazônica. Precisamos sensibilizar a Braskem para que indenize as pessoas o mais rápido possível e depois transforme aquela área numa reserva florestal”, destacou.