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Cerca de 60 pessoas morrem em atentados no aeroporto de Cabul; 12 mortos eram militares dos EUA

Explosões ocorreram ao lado do chamado Abbey Gate, espaço que era ocupado por tropas britânicas e americanas e que agora abriga pessoas tentando embarcar em voos para fora do país

Por Redação com BBC Brasil 26/08/2021 17h05
Cerca de 60 pessoas morrem em atentados no aeroporto de Cabul; 12 mortos eram militares dos EUA
Reuters. - Foto: Reprodução

Dois atentados a bomba foram registrados na quinta-feira (26) nas proximidades do aeroporto de Cabul, que se tornou o local mais visível do drama dos afegãos e estrangeiros que tentam fugir do país após a volta do Talebã ao poder. Pelo menos 60 pessoas morreram — 12 delas eram militares americanos, segundo o Pentágono — e outras 140 ficaram feridas, disse um alto funcionário da área de saúde.

As explosões ocorreram ao lado do chamado Abbey Gate, espaço que era ocupado por tropas britânicas e americanas e que agora abriga pessoas tentando embarcar em voos para fora do país, e em um hotel ali perto. Esse hotel, chamado Baron, era usado por autoridades britânicas para cadastrar os afegãos que desejavam migrar ao Reino Unido. Há relatos também de disparos - embora não esteja claro se os tiros foram dados contra as multidões ou para o ar.

Em uma coletiva do Pentágono, o general americano Kenneth McKenzie disse que os os dois homens-bomba eram "combatentes do Estado Islâmico". "O ataque ao Abbey Gate foi seguido por vários homens armados que abriram fogo contra civis e forças militares", disse ele.

Questionado sobre como os autores do atentado no aeroporto conseguiram se aproximar das forças americanas, McKenzie disse que "claramente houve uma falha" das forças do Talebã nos postos de checagem das pessoas que vinham de fora do aeroporto. Ele disse que os Estados Unidos vão "tentar melhorar todas as medidas adotadas conforme avançamos".

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Há alguns relatos angustiantes sobre o que aconteceu no aeroporto. "Corpos foram jogados em um canal próximo", disse Milad, que estava no local da primeira explosão, à agência de notícias AFP.