Esportes

Brasil conquista sete ouros e lidera Open das Américas de halterofilismo

Delegação brasileira lidera o quadro de medalhas do Open das Américas de halterofilismo

Por Redação 07/10/2026 10h10
Brasil conquista sete ouros e lidera Open das Américas de halterofilismo
Competição na Cidade do México segue até esta quinta - Foto: Douglas Magno / CPB

O Brasil lidera o quadro geral de medalhas do Open das Américas de halterofilismo, realizado na Cidade do México. Após três dias de disputas, a delegação brasileira soma 14 pódios, sendo sete medalhas de ouro, e ocupa a primeira posição da competição, que vale pontos para o ranking de classificação à Paralimpíada de Los Angeles, nos Estados Unidos, em 2028.

Somente na terça-feira (6), os brasileiros conquistaram quatro ouros e três dobradinhas, quando atletas do mesmo país ocupam as duas primeiras posições de uma prova.

Atual bicampeã paralímpica, a paulista Mariana D'Andrea confirmou o favoritismo na categoria até 73 kg e conquistou o ouro. Ela ainda estabeleceu o novo recorde das Américas ao levantar 146 kg, superando em um quilo a própria marca registrada em 2024. A mineira Caroline Fernandes ficou com a prata, após erguer 119 kg.

"O meu treinador [Valdecir Lopes, técnico-chefe da seleção de halterofilismo] sempre fala que é difícil chegar [ao topo], mas o mais difícil é se manter, porque a gente vira alvo de todo mundo. Então, a gente tem que estar bem disciplinada, que isso faz diferença na hora de buscar uma medalha. E quando você sente o gosto do ouro, de ser uma campeã paralímpica, isso te motiva a querer mais e manter seu espaço", disse Mariana, que tem nanismo, em entrevista à TV Brasil antes do embarque para o México.

Na categoria até 80 kg, o ouro ficou com o paraibano Ailton de Souza. O atleta, que sofreu com paralisia infantil após um erro médico no nascimento, levantou 201 kg. O equatoriano Sebastian Ayala, com 166 kg, ficou com a prata, enquanto o mexicano Jairo Santiago, com 161 kg, conquistou o bronze.

Medalhista de bronze nos Jogos Paralímpicos de Paris, em 2024, Maria de Fátima Castro passou a competir na categoria até 79 kg. No Open das Américas, a amazonense conquistou o ouro ao levantar 135 kg. A brasiliense Gabrielle Lima ficou com a prata, com 131 kg, garantindo mais uma dobradinha brasileira.

Na antiga categoria de Maria de Fátima, até 61 kg, o Brasil também ficou com ouro e prata. A paulista Laira Guimarães terminou na primeira colocação, com 109 kg, enquanto a paraense Naira Cruz levantou 106 kg e ficou com a segunda posição. As duas mudaram de categoria de peso neste novo ciclo paralímpico.

Início dourado


A participação brasileira começou no domingo (4), quando foram conquistadas quatro medalhas. Os mineiros Marco Túlio Cruz, na categoria até 49 kg, e Lara Lima, até 45 kg, ficaram com o ouro. O potiguar João Maria França, até 59 kg, ganhou a prata, enquanto a paulista Brenda Pepe, até 41 kg, conquistou o bronze.

Na segunda-feira (5), a potiguar Maria Rizonaide da Silva venceu a categoria até 50 kg. A gaúcha Ana Paula Marques, até 61 kg, e a mineira Cristiane Reis, até 55 kg, ficaram com o bronze.

O rondoniense Kauê Motta, estreante em competições internacionais após trocar o fisiculturismo pelo halterofilismo, terminou em quarto lugar na categoria até 65 kg, a apenas um quilo do pódio.

O Open das Américas é uma das competições obrigatórias para atletas do continente que buscam uma vaga nos Jogos Paralímpicos de Los Angeles. Para cumprir as exigências da World Para Powerlifting (WPPO), braço do Comitê Paralímpico Internacional (IPC) responsável pela modalidade, os atletas ainda precisarão participar dos Jogos Parapan-Americanos de Lima, no Peru, e do Campeonato Mundial da Cidade do México, ambos previstos para 2027.

Em 2028, ano de encerramento do ranking, os atletas deverão participar de pelo menos duas etapas da Copa do Mundo de halterofilismo. Ao final do processo, os oito melhores de cada categoria de peso que tiverem cumprido os requisitos da WPPO estarão classificados para a Paralimpíada.