Esportes
Luís Figo pede saída de Gianni Infantino da presidência da Fifa
Ex-jogador português criticou a gestão do dirigente suíço, que enfrenta pressão após abandonar projeto comercial da entidade
O ex-jogador português Luís Figo pediu a saída de Gianni Infantino da presidência da Fifa. Em coluna publicada nesta quarta-feira (5) no jornal britânico Daily Mail, o ex-atleta criticou a gestão do dirigente suíço e defendeu sua destituição do comando da entidade.
“Eu poderia escrever 10 mil palavras sobre os problemas da Fifa. Mas a solução tem apenas três: Infantino precisa sair”, escreveu Figo.
Ídolo do Real Madrid e ex-jogador da seleção de Portugal, Figo também criticou a condução de Infantino em relação ao projeto da Fifa Forward Enterprise (FFE), iniciativa que enfrentou resistência entre federações nacionais e acabou sendo interrompida.
“O que eu vi ser exposto nos últimos 10 dias foi o comportamento mais baixo, mais desonesto e mais covardemente egoísta que eu já vi”, afirmou o português.
A pressão sobre Infantino aumentou após as federações de futebol da Inglaterra e do País de Gales retirarem o apoio ao presidente da Fifa. O dirigente também passou a enfrentar questionamentos de integrantes da Concacaf.
Crise após recuo em projeto comercial
A insatisfação ganhou força após Infantino abandonar o projeto de criação da Fifa Forward Enterprise. A subsidiária seria responsável pela administração dos direitos comerciais de competições organizadas pela entidade.
A proposta previa a venda de 20% da empresa a investidores externos e tinha como expectativa arrecadar até US$ 4,2 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 22,8 bilhões.
Segundo o jornal The Guardian, representantes da Concacaf realizaram uma reunião emergencial para discutir a crise. Durante o encontro, algumas federações teriam manifestado a intenção de retirar o apoio ao dirigente suíço.
Presidente da Jordânia também critica Infantino
O presidente da Federação de Futebol da Jordânia, Ali Bin Al Hussein, também se posicionou contra a permanência de Infantino no comando da Fifa.
O dirigente acusou integrantes ligados à entidade de exercerem pressão política e afirmou ter recebido uma sugestão de que haveria “um grande caminho” para atender demandas da seleção jordaniana caso apoiasse o atual presidente.
Al Hussein também reclamou da falta de apoio da Fifa em questões relacionadas à tributação das premiações recebidas pela Jordânia na Copa do Mundo e à emissão de vistos para torcedores do país.
O presidente da federação afirmou ainda que não pretende apoiar Gianni Infantino em uma possível nova candidatura. A sequência de críticas e a perda de apoio entre federações ampliaram a pressão sobre o dirigente, que ocupa a presidência da Fifa desde 2016.
