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José Boto confirma conversa por Almada e diz que Flamengo não entrará em leilão
Diretor de futebol afirmou que o clube mantém interesse no meia argentino, mas só fará uma contratação dentro dos limites financeiros estabelecidos
O diretor de futebol do Flamengo, José Boto, confirmou que discutiu a possível contratação de Thiago Almada durante viagem à Argentina, mas afirmou que o clube não pretende participar de uma disputa financeira para fechar o negócio. O dirigente falou sobre a negociação ao desembarcar no Aeroporto Internacional do Galeão, na madrugada desta terça-feira (4).
Segundo Boto, a viagem não teve como objetivo convencer o meia argentino a atuar pelo Flamengo. Para o dirigente, Almada já conhece a dimensão do clube e a estrutura oferecida, após ter passado pelo futebol brasileiro.
“O motivo da minha ida à Argentina não foi convencer o Almada, porque isso seria estúpido da parte do Almada se eu tivesse que ir para convencê-lo. Ele jogou aqui seis meses e sabe da grandeza do Flamengo, assim como nós todos”, afirmou.
De acordo com o diretor, o principal objetivo da conversa foi apresentar ao estafe do jogador as condições financeiras definidas pelo Rubro-Negro.
“Aquilo que eu fui lá dizer é que nós não entraríamos em leilões. Aquilo que já tínhamos combinado é aquilo que vai ser, se ele quiser vir para o Flamengo”, declarou.
Apesar de manter o interesse no argentino, Boto não garantiu que a negociação será concluída. O dirigente afirmou que o Flamengo avalia outras possibilidades no mercado e que uma eventual contratação dependerá dos termos considerados adequados pelo clube.
“Pode vir o Almada, pode vir outro, pode não vir ninguém. Mas, se vier algum jogador, vai ser nas condições que o Flamengo quer, e não em leilões”, disse.
Diretor explica impacto dos valores
Durante a entrevista, José Boto também comentou a dificuldade de realizar negociações envolvendo valores elevados. Segundo ele, o custo de uma transferência não se resume ao preço acordado com o clube vendedor, já que fatores como prazo de pagamento e impostos influenciam diretamente o investimento.
“Uma coisa é pagar 20 milhões em um ano. Outra é pagar em dois, três ou cinco. Isso faz toda a diferença numa negociação”, explicou.
O dirigente citou ainda a incidência de tributos sobre operações internacionais.
“Quando falamos de uma transferência de 20 milhões, não são 20 milhões. São quase 24 milhões por causa dos impostos. Se são 30, passam para 36”, completou.
Flamengo avalia alternativas
Questionado sobre outros nomes monitorados pelo clube, José Boto afirmou que o Flamengo não concentra suas buscas em apenas um jogador. O atacante Luiz Henrique é um dos atletas especulados como possível alternativa caso a negociação por Almada não avance.
“O Flamengo não se fixa só num jogador. Joga, às vezes, em vários tabuleiros”, afirmou.
Boto também destacou que a diretoria não pretende manter as conversas indefinidamente. Segundo ele, negociações desse porte exigem cautela, mas o clube também trabalha com prazos e outras opções.
“Não vamos esperar eternamente. Contratações deste nível exigem paciência para não se pagar mais do que se deve. Mas também não vamos esperar para sempre”, declarou.
Ao final, o diretor pediu paciência à torcida e defendeu que o Flamengo mantenha responsabilidade financeira, mesmo diante da expectativa por reforços de impacto.
“Nós não podemos querer jogadores no auge da carreira e pagar como se fossem promessas. Comer lagosta a preço de sardinha não existe. E comer sardinha pensando que está a comer lagosta também não”, concluiu.
