Esportes
Bélgica vira sobre Senegal com pênalti nos acréscimos da prorrogação
Os belgas, que atuaram com uma inusitada camisa azul clara com bolinhas rosas, começaram pressionando
Pela segunda fase da Copa do Mundo, a Bélgica — líder do Grupo G — enfrentou o Senegal, terceiro colocado no Grupo I, no estádio de Seattle, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (2). Após sair perdendo por 2 a 0, os belgas conquistaram uma vitória dramática por 3 a 2, com o gol decisivo marcado nos acréscimos do segundo tempo da prorrogação, graças a um pênalti confirmado pelo árbitro de vídeo (VAR).
Os belgas, que atuaram com uma inusitada camisa azul clara com bolinhas rosas, começaram pressionando. Logo aos oito minutos, Trossard arriscou de fora da área, mas o goleiro Diaw defendeu com segurança.
A resposta senegalesa foi imediata. Aos 12 minutos, após cruzamento, Courtois saiu mal do gol e Ismaila Sarr, desequilibrado, acertou a trave. No rebote, Sarr desperdiçou novamente, chutando para fora. Aos 16, Gana Gueye arriscou de longe, mas desta vez Courtois defendeu firme.
O domínio de Senegal era evidente e o gol parecia inevitável. Aos 24 minutos, Ismaila Sarr cabeceou na trave esquerda de Courtois e, no rebote, Diarra empurrou para as redes: 1 a 0, refletindo o maior volume de jogo da equipe africana.
O time do técnico Rudi Garcia não conseguia reagir, enquanto Senegal seguia controlando a partida. Aos 36 minutos, após rápida triangulação, Mané finalizou no meio do gol, mas Courtois defendeu. Os belgas só voltaram a assustar aos 42 minutos, quando Doku recebeu de De Bruyne e finalizou, exigindo boa defesa de Diaw. Aos 44, De Cuyper chutou forte de fora da área e o goleiro senegalês espalmou para escanteio. A Bélgica terminou o primeiro tempo pressionando, em busca do empate.
Na volta do intervalo, Senegal ampliou logo aos 5 minutos: Ismaila Sarr foi lançado, invadiu a área e marcou o segundo gol, colocando os africanos em vantagem confortável.
As mudanças promovidas por Rudi Garcia, incluindo as saídas de De Bruyne e Doku e a entrada de Lukaku, deram novo fôlego à Bélgica. Tielemans acertou a rede pelo lado de fora e Lukebakio tentou chute de curva, mas sem sucesso.
A reação belga começou aos 40 minutos do segundo tempo, quando Lukaku, em cruzamento rasteiro, se antecipou à zaga e diminuiu: 2 a 1. Aos 43, após levantamento na área, Diaw saiu mal e Tielemans cabeceou para o gol vazio: 2 a 2. A Bélgica empatava um jogo que parecia perdido e levava a decisão para a prorrogação.
Prorrogação e gol decisivo
No tempo extra, o técnico de Senegal retirou o ídolo Sadio Mané e colocou Nicolas Jackson. O primeiro tempo da prorrogação foi marcado pelo equilíbrio e pelo receio das equipes em se expor, sem grandes chances de gol.
No segundo tempo da prorrogação, Mbaye desperdiçou ótima chance para Senegal e Bara Ndiaye obrigou Courtois a fazer boa defesa. Nos minutos finais, Lukebakio quase virou para a Bélgica, mas acertou o travessão.
O VAR, porém, detectou um pênalti cometido por Camara em Tielemans. O árbitro hondurenho Said Martínez consultou o vídeo e confirmou a penalidade para a Bélgica aos 120 minutos.
Tielemans cobrou com categoria, deslocou o goleiro e decretou a virada: 3 a 2.
A maior virada da Copa do Mundo de 2026 aconteceu diante de 66.925 torcedores em Seattle. A nova geração belga avança às oitavas de final e enfrentará, na segunda-feira (6), às 21h, o vencedor de Estados Unidos e Bósnia-Herzegovina, em busca de mais história.
Ficha técnica
Quarta-feira, 1º de julho de 2026
BÉLGICA 3 x 2 SENEGAL
Local: Seattle (Estados Unidos)
Árbitro: Said Martínez (Honduras)
Público: 66.925
Bélgica: Courtois, Castagne, Mechele, Theate e De Cuyper (Meunier); Tielemans, Vanaken (Moreira), Trossard (Onana), De Bruyne (Raskin) e Doku (Lukebakio); De Ketelaere (Lukaku). Técnico: Rudi Garcia.
Senegal: Diaw, Diatta, Ciss, Niakhaté e Jakobs (Diouf); Habib Diarra (Pape Sarr), Idrissa Gueye (Bara Ndiaye) e Pape Gueye (Camara); Iliman Ndiaye (Mbaye), Ismaila Sarr e Mané (Jackson). Técnico: Pape Thiaw.


