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Troca de figurinhas reduz custo para completar álbum da Copa do Mundo

Por Agência Brasil 19/06/2026 11h11
Troca de figurinhas reduz custo para completar álbum da Copa do Mundo

O torcedor que deseja completar o álbum de figurinhas da Copa do Mundo de 2026 precisa preparar o bolso. Com a participação inédita de 48 seleções — eram 32 em edições anteriores —, o número de figurinhas subiu para mais de 980, tornando esta a maior coleção já lançada pela editora Panini.

Para os colecionadores, isso significa mais páginas, mais figurinhas e um investimento ainda maior. No Brasil, quem optar por completar o álbum apenas comprando pacotes pode desembolsar mais de R$ 7,3 mil. Cada pacote, com sete figurinhas, custa R$ 7.

No entanto, há alternativas mais econômicas: ao reunir amigos, participar de grupos de colecionadores ou frequentar pontos de troca para negociar figurinhas repetidas, o custo pode cair até 80%, variando entre R$ 1.200 e R$ 1.700.

Lançado em maio, o álbum da Copa do Mundo traz figurinhas dos jogadores das 48 seleções participantes — 16 a mais em relação à edição do Catar, em 2022.

Em um cenário ideal, sem nenhuma figurinha repetida — algo praticamente impossível devido à distribuição aleatória —, o gasto seria de R$ 1.004,90, considerando 140 pacotes (R$ 980) mais o valor do álbum brochura padrão (R$ 24,90).

O alto custo para completar o álbum da Copa de 2026 tem levado muitos colecionadores a uma verdadeira caçada às figurinhas raras. Além das 980 figurinhas da coleção principal, há outras 68 especiais da série Legends, que despertam grande interesse dos fãs.

Essas versões especiais retratam alguns dos principais jogadores do mundo em diferentes níveis de raridade: bordeaux, bronze, prata e dourada — sendo esta última a mais rara, encontrada em média a cada 1.900 pacotes, segundo a Panini. Entre as mais cobiçadas estão as de Cristiano Ronaldo (Portugal), Lionel Messi (Argentina), Kylian Mbappé (França), Lamine Yamal (Espanha) e o brasileiro Vinicius Júnior.

O alto custo para completar o álbum da Copa de 2026 tem levado muitos colecionadores à busca pelas figurinhas raras, cujo valor pode ultrapassar R$ 500 cada.

Em plataformas de compra e venda, algumas versões douradas já ultrapassam os R$ 500, figurando entre as mais caras desta edição. Com isso, os tradicionais pontos de troca de figurinhas passaram a ser também espaços de intensa negociação.

“[Nos pontos de troca] só ficou o pessoal mais desesperado para conseguir trocar essas figurinhas e muita gente querendo pagar valores altos”, relata o estudante de Engenharia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Guilherme Ferreira. “Tem um pessoal gastando realmente muito dinheiro”, acrescentou ao repórter Rafael Sofia, da Rádio da UFRJ.

Outra curiosidade desta edição é a diferença entre os jogadores retratados no álbum e a convocação oficial das seleções. O álbum foi lançado em maio, mas sua produção começou meses antes do anúncio das listas finais. Assim, alguns atletas ficaram de fora, enquanto outros, mesmo lesionados, foram incluídos.

No Brasil, Rodrygo, Éder Militão e Estevão ganharam figurinhas, apesar de estarem fora da lista do técnico Carlo Ancelotti por lesão. Essa situação se repetiu em outras seleções, mostrando que o álbum registra um retrato anterior à competição.

Entre as figurinhas mais cobiçadas estão Cristiano Ronaldo, Messi, Mbappé, Lamine Yamal e Vinicius Júnior.

Entre os ausentes, o nome que mais chama atenção é o de Neymar Júnior, camisa 10 da seleção brasileira, que não apareceu na primeira versão da coleção.

“A [ausência] do Neymar eu não acho um absurdo, ninguém sabia se ele ia ou não, provavelmente, não iria”, brinca Guilherme Ferreira. “Os outros, realmente, a Panini vacilou. O Rodrygo já estava fora da Copa há seis meses e foi para o álbum”, critica.

Enquanto a bola rola nos Estados Unidos, Canadá e México, a disputa segue também fora dos gramados, entre colecionadores dispostos a investir mais para completar o álbum. É o caso do engenheiro Lucas Antonio Pinheiro, que não economiza para alcançar o objetivo o quanto antes.

“Estamos com cerca de 50% do álbum completo e, até o momento, gastamos em torno de R$ 800. É um valor considerável, mas encaramos mais como uma experiência do que apenas um gasto”, afirma Pinheiro.

Para Lucas Antonio Pinheiro, o álbum da Copa é um investimento emocional, não apenas uma despesa.

Além da paixão pelo futebol, ele tem um motivo especial: ficou noivo um mês antes da abertura da Copa. “A principal motivação é a oportunidade de construir uma memória junto de quem amamos. No nosso caso, eu e minha noiva Paula estamos colecionando juntos e temos aproveitado muito cada momento desse processo, especialmente as trocas de figurinhas.”

“O que mais nos encanta é o ambiente que a Copa proporciona. Nas trocas, é comum ver pessoas de diferentes gerações reunidas em uma mesma mesa: crianças de 6 e 10 anos, jovens de 26 e adultos de 40 anos ou mais, todos compartilhando a mesma paixão. É uma experiência muito especial. Esta será a nossa primeira Copa do Mundo colecionando juntos, algo que certamente ficará marcado na nossa memória. E, claro, seguimos na torcida e cheios de esperança pelo tão sonhado hexa”, conclui o engenheiro.