Esportes
Hakimi, do Marrocos, tem recurso negado e será julgado por estupro
Justiça francesa rejeita pedido de arquivamento e mantém processo contra jogador do PSG
O lateral-direito Achraf Hakimi, do PSG e da seleção de Marrocos, será julgado pela Justiça francesa após o Tribunal de Apelação de Versalhes rejeitar o pedido de arquivamento do processo em que o jogador é acusado de estupro. A decisão foi divulgada na manhã desta sexta-feira (19) e mantém o andamento da ação referente a um caso ocorrido em 2023.
De acordo com o tribunal, os elementos reunidos ao longo da investigação foram considerados suficientes para que o atleta responda às acusações perante a Justiça criminal.
“As investigações realizadas durante o inquérito preliminar e a investigação judicial levaram a câmara de instrução a concluir que existem provas suficientes contra o Sr. Achraf Hakimi para justificar a sua acusação perante o tribunal criminal departamental de Hauts-de-Seine”, disse o tribunal em comunicado à imprensa.
Com a decisão, o caso será analisado pelo Tribunal Criminal Departamental, responsável por conduzir o julgamento.
A defesa da denunciante comemorou o resultado. A advogada Rachel-Flore Pardo afirmou que a manutenção do processo representa um avanço para sua cliente após anos de disputa judicial. “Após mais de três anos de batalha judicial, depois de ter sido caluniada e difamada pela defesa de Achraf Hakimi, esta decisão traz à minha cliente alívio e esperança”, disse.
Após a decisão, Hakimi utilizou as redes sociais para comentar o caso. O jogador afirmou que foi transformado em um “alvo fácil” por conta de sua notoriedade e declarou confiar que poderá apresentar sua versão dos fatos durante o julgamento.
“A Justiça me olhou nos olhos e me disse: ‘Se você não fosse conhecido, nunca teria existido um caso’. Escolhi ficar em silêncio durante anos. Pensei que manter a dignidade, ser paciente e confiar na Justiça faria com que as decisões corretas fossem tomadas”.
“Hoje, uma história que não é a minha está sendo contada em prejuízo da minha família, da minha vida e, sobretudo, da verdade. Às vezes tenho a sensação de ter me tornado um alvo fácil. Espero por esse julgamento desde o primeiro dia. E agora o espero com impaciência. Finalmente, poderei falar”.
A advogada do atleta, Fanny Colin, também criticou a decisão e sustentou que os elementos reunidos durante a investigação seriam suficientes para encerrar o caso sem julgamento.
“A quantidade de elementos favoráveis ao acusado revelados pela investigação e pela instrução judicial teria, em qualquer outro caso, levado ao arquivamento do processo”.
A data do julgamento ainda não foi divulgada.
*Informações de ESPN Brasil


