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Grupo I da Copa reúne favoritos e surpresas: França, Noruega, Senegal e Ira
O Grupo I da Copa do Mundo 2026 desponta como um dos mais equilibrados e imprevisíveis da competição
O Grupo I da Copa do Mundo 2026 desponta como um dos mais equilibrados e imprevisíveis da competição. Cabeça de chave, a França, liderada pelo camisa 10 Kylian Mbappé, chega como uma das grandes favoritas ao título. A chave ainda conta com a Noruega, do artilheiro Erling Haaland, que retorna ao Mundial após 28 anos de ausência, além de Senegal, comandado por Sadio Mané, e o Iraque, que volta ao torneio após quatro décadas.
Forte candidata ao tricampeonato, a seleção francesa — conhecida como Les Bleus — sonha em repetir os feitos de 1998 e 2018 sob o comando do técnico Didier Deschamps. À frente da equipe há 14 anos, Deschamps é campeão mundial como atleta e treinador. Além de Mbappé, a França conta com talentos como Ousmane Dembélé e Désiré Doué (ambos do Paris Saint-Germain) e Michael Olise (Bayern de Munique).
A Noruega chega embalada após conquistar a vaga liderando o grupo das eliminatórias europeias, superando inclusive a tetracampeã Itália, que ficou fora desta edição. Os Leões, como são conhecidos, venceram todos os oito jogos disputados e farão sua quarta participação em Copas. O técnico Stale Solbakken, ex-jogador da seleção, aposta em Haaland (Manchester City) e outros destaques como Martin Odegaard (Arsenal), Strand Larsen (Crystal Palace) e Oscar Bobb (Manchester City) para superar as oitavas de final, melhor campanha do país em 1938 e 1998.
Senegal, os Leões de Teranga, também surge como forte candidato a avançar. Em janeiro, a equipe venceu o anfitrião Marrocos por 1 a 0 na final da Copa Africana das Nações, mas, após recurso da Federação Marroquina, o título acabou com os marroquinos. O técnico Pape Thiaw, ex-atacante da seleção, comanda um time que não perdeu nas eliminatórias africanas e sofreu apenas três gols. O capitão Sadio Mané (Al-Nassr), de 34 anos, é a grande referência do elenco. Na última edição, Mané ficou fora da Copa do Catar devido a lesão.
O Iraque garantiu a última vaga (48ª) ao vencer a Bolívia por 2 a 1 na repescagem intercontinental. Os Leões da Mesopotâmia retornam ao Mundial após 40 anos — sua única participação foi em 1986. A preparação da equipe foi marcada por desafios: além da classificação dramática, o time enfrenta as consequências da guerra no território iraquiano, alvo de bombardeios dos Estados Unidos, Irã e Israel, o que dificultou deslocamentos e fechou o espaço aéreo do país.


