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Após roubo de joias, Museu do Louvre alerta para risco de fechamento
Projeto de modernização está estimado em 1 bilhão de euros e inclui mudanças na estrutura do museu
O presidente do Museu do Louvre, Christophe Leribault, alertou que a instituição poderá perder prestígio e, a longo prazo, fechar as portas ao público caso não passe por uma ampla reforma e modernização. A declaração foi feita em entrevista ao jornal francês Le Figaro, um ano após o roubo de joias da Coroa francesa que expôs fragilidades na segurança do museu, em Paris.
Segundo Leribault, a modernização é necessária para garantir a preservação do edifício histórico, melhorar a infraestrutura e reforçar a segurança da instituição. O dirigente defendeu que o projeto seja tratado como uma prioridade pelo próximo governo francês, que será definido nas eleições presidenciais de 2027.
“Qualquer que seja o futuro governo [após as eleições presidenciais na França em 2027], terá de ter em mente que, se o Louvre não for reformado, adaptado e transformado, perderá prestígio muito rapidamente e, a longo prazo, terá que fechar suas portas ao público”, afirmou ao Le Figaro.
O plano de renovação, chamado “Louvre – Novo Renascimento”, foi apresentado pelo presidente francês Emmanuel Macron no início de 2025. Para Leribault, a iniciativa é essencial para assegurar o futuro do museu e proteger seu acervo.
“Precisamos de um grande plano para o Louvre. As operações indispensáveis para garantir a segurança do museu exigem obras no edifício histórico e nas infraestruturas. Não existe uma solução 'superficial', fácil e milagrosa”, declarou o presidente à agência AFP.
Projeto bilionário
O projeto está estimado em 1 bilhão de euros, aproximadamente R$ 5,6 bilhões, e prevê reformas no edifício histórico e a construção de uma nova entrada para o público.
De acordo com Leribault, as intervenções devem ocorrer ao longo de 12 a 15 anos. O plano também poderá provocar um aumento no preço dos ingressos, segundo a entrevista concedida ao Le Figaro.
O dirigente, nomeado para o cargo em fevereiro, defende que as mudanças são necessárias para adaptar a estrutura do museu às demandas atuais de funcionamento e segurança.
Roubo expôs falhas de segurança
Em 19 de outubro de 2025, um grupo de homens entrou no Louvre em plena luz do dia e levou várias joias da Coroa francesa. A ação durou cerca de oito minutos e ganhou repercussão internacional.
As peças roubadas foram avaliadas em mais de US$ 100 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 500 milhões, segundo os valores divulgados na época. O episódio levantou questionamentos sobre os sistemas de proteção do museu.
No ano anterior ao alerta, o Louvre recebeu cerca de nove milhões de visitantes, a maioria estrangeiros. O volume de público e a importância histórica da instituição reforçam os desafios de preservar o acervo e manter o funcionamento do espaço.
A proposta de modernização busca, portanto, enfrentar problemas estruturais e ampliar a segurança do museu, considerado um dos principais destinos culturais do mundo.
