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Após diagnóstico, Jaque Khury desabafa sobre TDAH e depressão
Influenciadora também relatou mudanças na rotina e no início do tratamento
Jaque Khury abriu o jogo sobre um período delicado de sua vida pessoal e contou que recebeu diagnóstico de TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) e depressão “leve”. A ex-panicat, que cursa pós-graduação em Biomedicina Estética e é mãe de um menino de 12 anos, revelou que chegou a pensar em abandonar a faculdade por causa das dificuldades para estudar e se concentrar.
A influenciadora contou que começou a usar uma medicação para déficit de atenção há cerca de três semanas, mas ainda estava se adaptando ao tratamento. Segundo Jaque, o medicamento provocou uma redução significativa do apetite e acabou contribuindo para a perda de peso.
“Tô tomando remédio para déficit de atenção tem umas três semanas. Ele ainda não adaptou no meu corpo”.
“Então, ele tira completamente o apetite. É muito difícil. Ele é pra tomar de manhã, mas estou almoçando e tomando o remédio depois porque ele tira muito a fome. Vocês não têm noção. E acabei perdendo peso. Tem que ficar atenta. Minha ideia não é perder peso”, contou logo de cara.
O período de dificuldades, segundo Jaque, afetou diferentes áreas de sua rotina e chegou a comprometer atividades que antes faziam parte do cotidiano.
“Não é vergonha nenhuma para ninguém. Ninguém aqui é super-homem ou supermulher. Eu estava, um mês atrás, pensando em desistir da minha faculdade porque não estava conseguindo estudar, me concentrar. Eu não estava com vontade de fazer nada, nem de trabalhar, estudar, ir pra academia, sair de casa”, afirmou Jaque Khury.
Dificuldades e diagnóstico anterior
A ex-panicat também relatou situações simples que passaram a ser difíceis de administrar. Entre elas, contou que chegou a deixar o porta-malas do próprio carro aberto na rua.
“O auge foi quando eu deixei o porta-malas do meu carro cheio aberto na rua. E pequenas atividades do dia a dia, eu não estava conseguindo fazer. Coisas básicas, eu esquecia, não dava conta”, contou.
Jaque explicou ainda que já havia recebido um diagnóstico de TDAH anteriormente, mas decidiu procurar novamente um psiquiatra e dar uma oportunidade ao tratamento.
“Eu já tinha um diagnóstico de TDAH no passado. Decidi passar [no psiquiatra] e falar ‘vou me dar essa chance’. Porque eu tenho preconceito com remédio. Na verdade, eu tinha. ‘Não vou tomar nada para a cabeça. Sou forte’. É uma bobagem isso. Os remédios estão aí para auxiliar a gente… Ainda está cedo para eu falar, mas eu já senti alguma melhora”.
Durante o desabafo, a influenciadora também refletiu sobre a maneira como passou a enxergar o momento que enfrentava.
“Tudo tem motivo pra ser. Tem o tempo de Deus para tudo. Mas eu senti, no meu coração, que isso foi alerta para eu mudar minha postura diante da vida. Não é a gente se entregar, ou tomar o remédio e achar que vai melhorar”, disse.
Jaque Khury reflete sobre a própria vida
A influenciadora avaliou que havia concentrado grande parte da rotina no trabalho, nos estudos e na maternidade, deixando de lado outros aspectos da vida pessoal.
“Eu senti que eu estava me deixando de lado, como pessoa. Só estava priorizando o trabalho, o estudo, e a minha vida de mãe. Era basicamente isso. Eu não estava fazendo nada por mim. Cadê as minhas amizades? A minha vida social? Como eu estava tratando a Jaque como mulher? Anulando”.
Jaque também lembrou que costumava evitar interações sociais quando encontrava pessoas conhecidas em locais públicos.
“Eu era aquela pessoa que se eu visse uma pessoa conhecida na academia, na rua, eu desviava para não cumprimentar e não perder tempo. Hoje eu entendi que tem que ser diferente. A gente tem que parar, conversar, olhar para o outro, fazer amizades e aceitar os convites enquanto eles ainda vêm. Porque pode ser que amanhã você esteja velha, sozinha, sem amigos, sem convites, sem nada”, pontuou.
Por fim, Jaque falou sobre os desafios de conciliar a maternidade solo com a própria vida pessoal e social.
“Mas pra uma mãe solteira, como eu, é muito difícil simplesmente sair, curtir, ter ficante, ter uma vida. Primeiro, porque os filhos cobram nossa presença”.
“Segundo, porque a nossa rede de apoio, que geralmente são nossas mães, elas também vão criticar quando a gente sai, como se a gente não tivesse direito a se divertir, como se a gente estivesse sendo irresponsável. E às vezes elas não falam nada, mas a gente sente culpa. É duro pra uma mulher de 42 anos como eu ter que responder a hora que eu vou chegar em casa”, encerrou.
