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Réveillon do Alto 2027 terá Mumuzinho e atrações de AL

Com formato premium de open bar e open food, a estrutura acompanha o crescimento projetado para esta edição e mantém o conforto como um dos diferenciais do evento

Por Redação com Assessoria 21/09/2026 09h09 - Atualizado em 21/09/2026 09h09
Réveillon do Alto 2027 terá Mumuzinho e atrações de AL
Réveillon do Alto 2027 - Foto: Assessoria

A história do Partido Alto, que começou há 15 anos a partir de encontros entre amigos em Maceió, ganha mais um capítulo com a chegada do Réveillon do Alto 2027. Marcada para 31 de dezembro, na Motonáutica Lagoa Clube, no Pontal da Barra, a festa terá Mumuzinho como uma das atrações nacionais da programação.

A edição comemorativa mantém uma das características presentes desde o início da trajetória do Alto: a valorização dos artistas alagoanos. Fabi Canuto, Alan Araújo e Momx DJ estão entre os nomes confirmados para a noite, que reúne atrações nacionais e representantes da cena musical do estado.

A proposta para a virada também inclui um formato premium de open bar e open food. A estrutura foi planejada para acompanhar o crescimento projetado para o evento e inclui espaços ao ar livre, lounges, redários e áreas de descompressão, além de ambientes destinados à circulação do público e ao acesso aos serviços de alimentação e bebidas.

O Pontal da Barra também ocupa lugar de destaque na identidade desta edição. O bairro, que reúne referências culturais importantes de Alagoas, aparece no conceito “Renda-se ao Alto”, em uma referência ao bordado filé e às artesãs responsáveis pela preservação de uma tradição reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial de Alagoas.

Localizado às margens da Lagoa Mundaú, o Pontal reúne ainda tradição artesanal, gastronomia, paisagem lagunar e atividades relacionadas ao turismo náutico. Esses elementos passam a integrar a experiência proposta para a edição comemorativa e reforçam a conexão do evento com a cultura e a identidade do bairro.

A história do Alto começou em 2012, de forma mais íntima, no Trapiche da Barra. Aos 19 anos, Jommer Dantas reunia amigos no quintal de casa para tocar pagode, beber cerveja e passar algumas horas juntos. O grupo, que inicialmente tinha cerca de dez pessoas, foi crescendo com a chegada de novos frequentadores até alcançar aproximadamente 200 participantes.

Com o aumento do público, os encontros deixaram o ambiente doméstico e passaram a ocupar espaços maiores. A experiência adquirida com o Partido Alto serviu de base para que, em 2018, fosse criado o Réveillon do Alto, com a proposta de estabelecer uma festa de virada com identidade própria em meio aos grandes eventos realizados em Maceió.

A primeira edição do Réveillon, ainda em outro endereço, reuniu cerca de 350 pessoas. Com a expansão do projeto, vieram uma estrutura maior e atrações de maior projeção. Em 2019, o evento passou a ser realizado na Motonáutica, no Pontal da Barra. Naquele ano, uma edição do Partido Alto com o grupo Revelação recebeu aproximadamente 2 mil pessoas, enquanto o Réveillon dobrou o público da estreia e chegou a cerca de 700 participantes.

“Se eu tivesse que resumir esses 15 anos em uma palavra, seria construção. Foi ano após ano construindo, aprendendo, se adaptando e se renovando. Esse sempre foi o nosso grande desafio”, resume Jommer Dantas.

A presença de artistas alagoanos permaneceu ao longo desse processo, mesmo com a expansão da festa e a inclusão de nomes nacionais na programação. Segundo Jommer, a valorização da cena local está ligada às próprias origens do Partido Alto e do Réveillon do Alto.

“O Alto sempre foi isso. Se você pegar as raízes do Partido Alto e do Réveillon do Alto, tudo começou com os artistas locais. Então, sempre que possível, a gente vai abraçar essa galera, porque é quem fomenta a cultural musical na cidade”, afirma.

A relação construída com o público também influencia a experiência de quem retorna ao evento. Alagoano e morador de Recife, o engenheiro e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Guilherme Barbosa costuma voltar a Maceió durante as festas de fim de ano para ficar com a família e, há dois anos, incluiu o Réveillon do Alto na programação da virada.

Para Guilherme, a estrutura e a possibilidade de aproveitar a noite com menos tumulto estão entre os fatores que contribuem para o retorno à festa.

“O grande diferencial do Alto é essa sensação de estar realmente em uma festa de Ano Novo, perto dos amigos, com conforto para circular, conversar e aproveitar. Mesmo sendo um evento grande é uma experiência mais intimista”, resume.

Ao longo dos 15 anos de trajetória, o projeto também passou a fazer parte de histórias pessoais de pessoas que acompanharam diferentes momentos do Alto. Jommer recorda participantes que estiveram presentes desde os primeiros encontros no quintal de sua casa e que, com o passar do tempo, transformaram o evento em parte de suas memórias afetivas.

“O Alto já vivenciou inícios de namoro, pedidos de casamento, e já apadrinhou muitas crianças também, e para mim é muito gratificante ter iniciado um projeto que está tão diretamente ligado ao emocional das pessoas. O Réveillon não é apenas uma festa, é o dia mais especial do ano, onde as pessoas mais agradecem e mais sonham com suas realizações pessoais”, explica o empresário Jommer, aos 32 anos.

A virada para 2027, portanto, representa mais um capítulo de uma trajetória iniciada entre amigos em 2012 e que, ao longo dos anos, cresceu junto com o público e consolidou o Réveillon do Alto como uma das principais expressões do projeto.