Entretenimento
Confusão com homem mascarado movimenta Bienal do Livro e gera reação de editora
Episódio envolvendo jovens e uma performance dentro de estande de dark romance não fazia parte da programação oficial do evento
Uma situação inusitada registrada durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo repercutiu nas redes sociais e levou a organização do evento a notificar uma das editoras participantes.
O episódio aconteceu no estande da Editora Fruto Proibido, especializada em obras de dark romance, e envolveu homens usando máscaras que interagiram com visitantes. Registros publicados nas redes sociais mostraram uma dessas pessoas beijando jovens durante a ação.
Após a repercussão, a Bienal esclareceu que a atividade não fazia parte da programação oficial e não havia sido autorizada pela organização. A entidade responsável pelo evento afirmou ainda que não compactua com comportamentos considerados inadequados e reforçou o compromisso com um ambiente seguro para o público.
A editora também se pronunciou. Em comunicado publicado nas redes sociais, a Fruto Proibido afirmou que não contratou, convidou ou solicitou a presença dos homens mascarados no estande. Segundo a empresa, a equipe inicialmente acreditou que se tratava apenas de uma interação espontânea com os visitantes.
Ainda de acordo com a editora, funcionários chegaram a registrar fotos e vídeos ao lado dos mascarados antes de perceberem a dimensão que o episódio havia tomado. Depois disso, a equipe teria tentado identificar os envolvidos.
A empresa afirmou que não endossa possíveis atitudes praticadas pelos participantes e disse que pretende adotar medidas de segurança mais rígidas em futuras participações em eventos.
Homem mascarado se defende
Um dos envolvidos, identificado como Yuri Gagarin, de 30 anos, também se manifestou por meio de seus advogados. Segundo a defesa, ele trabalha de forma independente na internet e mantém um perfil voltado ao universo dos romances, no qual utiliza uma persona mascarada.
O comunicado afirma que a ida à Bienal foi voluntária e que Yuri havia combinado com uma amiga a gravação de um vídeo durante o evento. A proposta, segundo a defesa, era que ele aparecesse mascarado enquanto recebia um beijo da amiga.
A gravação acabou sendo compartilhada nas redes sociais e ganhou grande repercussão. Os advogados alegam que o conteúdo foi divulgado fora do contexto original e acompanhado de acusações contra Yuri.
A defesa também negou que o homem tenha sido contratado por editoras, autores ou pela organização da Bienal para realizar qualquer ação de divulgação. Yuri afirmou ainda que outras pessoas que aparecem em fotos e vídeos com ele teriam se aproximado espontaneamente para pedir registros.
Por meio dos advogados, o homem também negou as acusações de natureza criminal feitas após a repercussão do caso.
