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Justiça procura Virginia para notificá-la em processo de R$ 120 milhões
Duas tentativas de notificação foram feitas em Goiânia, a defesa afirma que ela está fora do país e já se deu por citada no processo
A Justiça do Distrito Federal tenta notificar a influenciadora Virginia Fonseca sobre a ação movida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que pede R$ 120 milhões por danos morais coletivos relacionados à publicidade de apostas esportivas.
Duas tentativas de notificação foram realizadas em um imóvel registrado em nome de Virginia, em Goiânia (GO). A primeira ocorreu em 30 de julho e a segunda em 30 de agosto, quando os Correios estiveram no endereço, mas não encontraram a influenciadora.
A defesa de Virginia informou que ela está em viagem fora do país, situação que, segundo a equipe, foi divulgada publicamente nas redes sociais. Os advogados negam que tenha havido qualquer tentativa de evitar o processo.
Em nota enviada nesta manhã, a equipe da influenciadora afirmou ainda que a primeira tentativa não ocorreu no endereço de referência. Na segunda, já no endereço correto, Virginia não estava no local devido à viagem. Segundo a defesa, uma pessoa que estava na residência se dispôs a receber a correspondência, mas a entrega não foi concluída.
A equipe informou também que, em 31 de agosto de 2026, a defesa de Virginia compareceu espontaneamente ao processo e apresentou manifestação expressa dando-a por citada. Com isso, segundo os advogados, teve início o prazo legal para apresentação da defesa.
A ação foi apresentada pelo MPDFT contra Virginia e a Blaze, envolvendo publicidade considerada enganosa relacionada a apostas esportivas. O Ministério Público também pediu a retirada de publicações que promoviam apostas durante a Copa do Mundo. Após recurso, a Justiça determinou que Virginia removesse os vídeos de seu Instagram.
Na semana passada, após o início da ação, a influenciadora encerrou o contrato que mantinha com a plataforma.
BLAZE NEGA IRREGULARIDADES
A Blaze apresentou uma manifestação de 75 páginas no processo e negou a existência de ilegalidades. A empresa afirma que mantém controles compatíveis com a regulamentação aplicável às operadoras autorizadas.
A defesa também contestou o pedido de indenização por dano moral coletivo e argumentou que eventuais perdas financeiras de apostadores, por si só, não comprovariam uma prática ilícita.
Um dos pontos discutidos pelo MPDFT é a alegação de que Virginia teria ganhos quando seus seguidores perdiam dinheiro nas apostas, o que também representaria lucro para a plataforma.
A Blaze pediu a rejeição da indenização por dano moral coletivo, alegando ausência de uma lesão grave e injusta aos valores da coletividade.
