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Filha de lavradora alagoana é premiada em Festival de Cinema em Gramado

Atriz foi reconhecida como Melhor Atriz Coadjuvante por sua atuação em Pele de Rinoceronte

Por Redação 24/08/2026 14h02
Filha de lavradora alagoana é premiada em Festival de Cinema em Gramado
Naruna Costa foi premiada no Festival de Cinema de Gramado - Foto: Reprodução/Instagram

A atriz Naruna Costa conquistou o Kikito de Melhor Atriz Coadjuvante no 54º Festival de Cinema de Gramado por sua atuação em Pele de Rinoceronte. Filha de uma alagoana e de um mineiro, a artista destacou a influência dos pais, que foram lavradores, em sua trajetória pessoal e profissional.

Nascida em São Paulo, ela é filha de Cleonice Santina de Lima, alagoana, e do mineiro Agnaldo Divino Costa. Os dois foram lavradores e tiveram influência direta na formação da atriz e na maneira como ela enxerga sua própria trajetória.

Ao falar sobre a conquista, Naruna relacionou o prêmio aos ensinamentos recebidos dos pais e ao trabalho no campo.

“Meus pais foram lavradores e com eles eu aprendi que quando você trata bem a terra, o que a gente planta, dá.”

A atriz também comparou o reconhecimento à ideia de uma semente que, quando cuidada, consegue crescer. Para ela, o troféu representa justamente o resultado de um trabalho desenvolvido ao longo do tempo.

A presença da herança nordestina também faz parte da identidade de Naruna. A origem alagoana da mãe esteve presente durante sua infância e contribuiu para a construção de referências culturais que acompanham a artista em sua carreira.

Em Pele de Rinoceronte, Naruna interpreta uma advogada que tem sua trajetória ligada ao caso de Ângela Diniz, assassinada em 1976. O crime chocou o país e se tornou um dos casos mais emblemáticos de violência contra a mulher no Brasil.

Dirigido a partir de uma abordagem que reúne diferentes perspectivas sobre o caso, Pele de Rinoceronte acompanha os caminhos de uma jornalista, interpretada por Débora Falabella, de uma advogada, vivida por Naruna Costa, e da própria Ângela Diniz, interpretada por Camila Lucciola.

A produção vai além da reconstrução do crime e utiliza a história para discutir questões sociais relacionadas à violência contra a mulher. Entre os temas abordados estão o machismo, a desigualdade social e as consequências do feminicídio para as pessoas envolvidas.

Com o Kikito, Naruna amplia o reconhecimento de seu trabalho no audiovisual brasileiro e leva ao principal palco do cinema nacional uma trajetória marcada pela atuação, pelas referências familiares e pelas raízes de uma família de trabalhadores rurais.