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Beijo em crânio de santa morta há quase 2 mil anos gera polêmica na Itália
Bispo e prefeito de Catânia beijaram a relíquia durante cerimônia; imagens provocaram críticas e dividiram opiniões nas redes sociais
Uma cerimônia religiosa em Catânia, no sul da Itália, chamou atenção após o bispo Luigi Renna e o prefeito Enrico Trantino beijarem o crânio de Santa Águeda, morta há quase 2 mil anos.
A relíquia foi retirada do interior do busto da santa pela primeira vez em cerca de 60 anos. Durante a cerimônia, o bispo segurou o crânio, mostrou a peça aos fiéis e beijou a parte superior antes de recolocá-la no busto.
Na sequência, Trantino também beijou a relíquia. O gesto provocou críticas, principalmente por imagens que mostram o prefeito beijando a região da boca do crânio. A cena foi considerada controversa por internautas, enquanto outros defenderam o ato como uma demonstração de fé e respeito à tradição católica.

Diante da repercussão, o prefeito afirmou que o beijo não representava apenas sua devoção pessoal, mas também a população de Catânia, que considera Santa Águeda sua padroeira. Ele disse ainda que repetiria o gesto.
“Foi um gesto de devoção, não apenas pessoal, mas em representação de todo o povo de Catânia”, declarou Trantino à imprensa italiana.
A cerimônia marcou os 900 anos do retorno das relíquias de Santa Águeda à cidade e contou com a presença do cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, responsável pelo rito de encerramento da celebração.
Segundo a tradição cristã, Águeda nasceu por volta de 235 e foi perseguida e torturada por se recusar a abandonar sua fé. Ela morreu em 251 e se tornou uma das principais figuras religiosas de Catânia.
A santa também é associada a um antigo relato envolvendo o vulcão Etna. Segundo a tradição, moradores teriam usado seu véu durante uma erupção e atribuído ao objeto a interrupção do avanço da lava.
