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Rússia condena marido de Giulia Be à prisão por lutar na Ucrânia
Norte-americano é acusado de atuar como mercenário para forças de Kiev
A Justiça da Rússia condenou Conor Kennedy, marido da cantora brasileira Giulia Be, à prisão por suposta participação na guerra da Ucrânia como mercenário para Kiev. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (12) pelo tribunal distrital de Basmanny, em Moscou.
O tribunal também determinou a inclusão do nome de Kennedy em uma lista internacional de procurados. Segundo a agência estatal russa Tass, a defesa do norte-americano apresentou recurso contra a decisão, mas a tentativa foi rejeitada.
O julgamento ocorreu a portas fechadas e Kennedy não estava presente na audiência realizada na Rússia.
De acordo com o tribunal, o norte-americano teria participado de combates ao lado das forças ucranianas. A acusação se baseia, entre outros elementos, em declarações feitas pelo próprio Kennedy nas redes sociais.
Segundo a Justiça russa, Conor Kennedy afirmou que havia retornado da Ucrânia em outubro de 2022, após ter participado de combates na região de Kharkiv.
A Tass classificou o norte-americano como “mercenário americano”. Conforme a legislação penal russa, a participação como mercenário em um conflito pode resultar em pena de até sete anos de prisão.
Apesar da condenação, Kennedy não deve ser detido imediatamente. Ele não estava na Rússia durante o julgamento e, até a última atualização, não havia indicação de que pudesse ser extraditado pelos Estados Unidos.
O governo norte-americano ainda não havia se manifestado publicamente sobre a decisão russa.
Conor Kennedy é filho de Robert Kennedy Jr., secretário de Saúde dos Estados Unidos, e sobrinho-neto do ex-presidente norte-americano John F. Kennedy.
Ele e Giulia Be se casaram em junho, segundo informações do gshow. O casal ainda deve realizar uma festa de casamento no Brasil e uma cerimônia religiosa em novembro.
A condenação ocorre em meio à continuidade da guerra entre Rússia e Ucrânia, iniciada após a invasão russa em larga escala do território ucraniano, em fevereiro de 2022.
A Rússia é alvo de sanções internacionais em razão do conflito. O tribunal de Basmanny também foi sancionado pelo Canadá sob acusação de apoiar violações graves dos direitos humanos.
