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Pietra Bertolazzi compara ataques de fãs do BTS ao nazismo
A influenciadora também citou valores cristãos e comparou a situação vivida por ela com episódios históricos de perseguição religiosa
A influenciadora Pietra Bertolazzi voltou a se manifestar sobre a polêmica envolvendo fãs do grupo sul-coreano BTS. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ela afirmou ser alvo de ataques virtuais e comparou a perseguição que diz sofrer às ações praticadas pelo nazismo contra católicos durante a década de 1940.
Pietra declarou que tem sido atacada por admiradores do BTS desde que fez comentários sobre a aparência dos integrantes do grupo após a apresentação da banda na final da Copa do Mundo de 2026. Na ocasião, ela classificou os artistas como "afeminados, vaidosos e cheios de caras e bocas", provocando forte reação do fandom conhecido como ARMY.

Em seu novo pronunciamento, a influenciadora afirmou que é perseguida por "um exército de adolescentes bandidos que se escondem atrás da tela do computador" em razão de suas posições conservadoras e de sua defesa do cristianismo e da família.
"Alguns confiam em exércitos [army, em inglês], mas eu confio no Senhor dos Exércitos", declarou.
Durante o vídeo, Pietra comparou a situação que vive atualmente à perseguição sofrida por católicos durante o período nazista na Alemanha.
"Quando as pessoas viram o nazismo crescer em 1940 e não fizeram nada, sofreram consequências definitivas dessa omissão. Levaram o vizinho católico, conservador, empresário, e você não se incomodou. A fila mudou de década e de alvo, mas ela continua andando. O nazismo não tomou a Alemanha em uma noite. Foi uma narrativa repetida por anos."
Em tom irônico, a influenciadora também pediu desculpas por ter chamado os integrantes do BTS de "afeminados" e afirmou que seria necessária muita "virilidade" para reunir um dos maiores grupos de fãs do planeta.
"É uma sociedade de valores invertidos. Esse é o maior exército de fãs do planeta, mas não é nem de perto o maior fandom da história: tem um homem que, sem clipe, sem coreografia, sem show, esgotou e, sem redes sociais, arrebanhou bilhões de seguidores ao longo dos últimos 2000 anos e continua arrebanhando milhões em cada canto do mundo."
A fala faz referência à sua fé católica e à figura de Jesus Cristo.
Segundo Pietra, os ataques virtuais ultrapassaram o ambiente das redes sociais. Ela afirma ter sido filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT) sem autorização, inscrita como mesária nas eleições deste ano e vítima de dezenas de transações bancárias realizadas em seu nome.
A influenciadora informou ainda que a Delegacia de Crimes Cibernéticos de São Paulo investiga o caso. Ao final do pronunciamento, afirmou que pretende buscar responsabilização dos envolvidos.
"É muito cristão perdoar, mas perdoar não dá alvará de soltura. O perdão é meu, mas o processo é do Estado."
A polêmica entre Pietra Bertolazzi e parte dos fãs do BTS continua repercutindo nas redes sociais e mobilizando debates sobre liberdade de expressão, ataques virtuais e os limites das manifestações online.

