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Justiça cobra explicações sobre prêmio do The Wall destinado a instituto

Ex-presidente do Instituto Manda Ver terá 15 dias para prestar contas sobre R$ 56,8 mil recebidos após participação no programa

Por Redação 29/07/2026 11h11
Justiça cobra explicações sobre prêmio do The Wall destinado a instituto
Justiça determinou que ex-dirigente explique o destino de prêmio anunciado para projetos sociais em Maceió - Foto: GShow

A Justiça determinou que o ex-presidente do Instituto Manda Ver, Carlos Jorge, apresente, no prazo de 15 dias, esclarecimentos sobre a utilização de R$ 56.813 recebidos após participação no quadro **The Wall**, do programa **Caldeirão do Huck**. A decisão foi proferida pela 5ª Vara Cível da Capital, em Maceió.

Durante a participação no programa, Carlos Jorge afirmou que o prêmio seria destinado a projetos desenvolvidos pelo instituto no bairro do Vergel do Lago, incluindo iniciativas nas áreas de tecnologia, cultura e esporte.

Segundo o Instituto Manda Ver, no entanto, o valor não foi repassado à entidade nem houve prestação de contas sobre sua aplicação.

Processo


Nos autos, Carlos Jorge alegou que o contrato com a emissora foi firmado em seu nome e, por isso, o prêmio lhe pertenceria. O ex-presidente também afirmou ter destinado parte dos recursos ao instituto e declarou que deixou mais de R$ 1 milhão nas contas da entidade ao encerrar sua gestão.

O magistrado entendeu que a participação no programa ocorreu em razão das atividades desenvolvidas pelo Instituto Manda Ver e que o então presidente se apresentou como representante da organização. Dessa forma, considerou que a promessa de destinar os recursos à entidade gerou o dever de prestar contas sobre o dinheiro.

Decisão


O processo já havia resultado, em 2024, em uma sentença que determinava o pagamento do valor ao instituto. Entretanto, a decisão foi anulada pelo Tribunal de Justiça de Alagoas em 2025 por falhas na citação do réu.

Com o retorno do caso à primeira instância, a Justiça reconheceu o dever de prestação de contas e condenou Carlos Jorge ao pagamento das custas processuais e de R$ 2 mil em honorários advocatícios. A decisão ainda pode ser objeto de recurso.

Defesa


Após a decisão, Carlos Jorge informou que apresentará sua versão dos fatos e buscará reverter a determinação judicial. Em manifestação pública, também fez críticas à atual gestão do Instituto Manda Ver, apontando o encerramento de projetos, a venda de um imóvel e processos judiciais envolvendo a entidade, além de afirmar que considera a ação uma forma de perseguição.