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OAB pede transferência de presídio ou prisão domiciliar para Deolane

OAB-SP diz que acompanha o caso exclusivamente em relação às prerrogativas profissionais previstas em lei

Por Redação 22/06/2026 13h01
OAB pede transferência de presídio ou prisão domiciliar para Deolane
Deolane Bezerra - Foto: Reprodução

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo, nesta segunda-feira (22), solicitou a transferência de Deolane da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo para prisão domiciliar ou para uma Sala de Estado-Maior. Segundo a entidade, a unidade carcerária onde a influencer está presa não se enquadra nos parâmetros definidos pela jurisprudência para caracterização de Sala de Estado-Maior.

Para a OAB, o local de detenção de Deolane é um ambiente insalubre, de inequívoca natureza carcerária. A cela possui 2 m x 6 m, com grades na entrada, no teto, portas de ferro, cama de concreto e vaso sanitário de alvenaria próximo ao ambiente de conservação dos alimentos. Na nota dada pela entidade, foram citadas a ventilação precária e a informação de que a advogada fica trancada das 17h às 8h, submetida à rotina prisional comum.

A entidade destaca que Deolane terá o direito de se defender e que o procedimento seguirá o devido processo legal: “Em relação a eventual infração ético-disciplinar, os fatos estão sendo apurados pelo Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-SP, inclusive quanto à aplicação ou não de medida cautelar de suspensão preventiva do exercício profissional da advogada Deolane Bezerra Santos, em conformidade com as normas da OAB, assegurados o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa”. 

Na última quinta-feira (18), a Justiça aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e tornou Deolane Bezerra ré. A denúncia foi oferecida pelo promotor Lincoln Gakiya no último dia 10 de junho.

Segundo documento obtido pelo jornal Metrópoles, a advogada e influenciadora atuava como receptora de valores ilícitos provenientes da Transportadora Lado a Lado, operada em benefício do PCC. Relatórios revelaram movimentações incompatíveis com a capacidade econômica declarada por Deolane, no valor apontado de mais de R$ 27 milhões.