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Estado assume manutenção da Filarmônica e garante temporada

Parceria prevê investimento de R$ 1 milhão e realização de 22 concertos em Alagoas em 2026

Por Ascom Secult 20/03/2026 12h12
Estado assume manutenção da Filarmônica e garante temporada
Criada em 2017, a Orquestra Filarmônica de Alagoas nasceu da iniciativa de músicos profissionais independentes - Foto: Assessoria Orquestra Filarmônica de Alagoas

A Orquestra Filarmônica de Alagoas inicia 2026 com um novo marco em sua trajetória: o Governo de Alagoas torna-se mantenedor da instituição, por meio de um termo de fomento firmado com a Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult).

O investimento, no valor de R$ 1 milhão, assegura a realização da temporada, composta por 22 apresentações distribuídas entre as séries Allegro, Mundo, Didática e Estrela Radiosa. A programação ultrapassa os limites de Maceió e alcança outros municípios, levando a música de concerto a públicos que muitas vezes ainda não tiveram esse contato.

O projeto inclui concertos gratuitos, ingressos a preços populares e ações voltadas à formação de público, especialmente entre estudantes da rede pública. Além disso, movimenta uma rede de profissionais que atuam nos bastidores das apresentações, como técnicos, produtores e equipes de apoio.

Para a secretária de Estado da Cultura e Economia Criativa, Mellina Freitas, a iniciativa amplia o alcance das políticas culturais em Alagoas.

“O Governo de Alagoas tem ampliado os investimentos na cultura e reconhecido iniciativas que transformam a vida das pessoas. A Filarmônica de Alagoas cumpre um papel importante na formação de público e na circulação da música de concerto, e essa parceria permite que esse trabalho alcance ainda mais alagoanos”, afirmou.

“Esse é um passo muito importante e que merece ser reconhecido. A decisão do governador Paulo Dantas garante as condições para que a Filarmônica continue seu caminho, chegue a novos espaços e mantenha vivo esse trabalho tão sensível, que aproxima as pessoas da música”, completou a secretária.

O presidente da cooperativa da Orquestra Filarmônica de Alagoas, Rafael Matias, destaca o impacto da iniciativa.

“A parceria com o governo demonstra que a gestão reconhece a cultura como patrimônio inestimável, sendo também um reconhecimento pelo trabalho desenvolvido com empenho e dedicação pelos membros da Filarmônica de Alagoas ao longo de quase 10 anos. Para além dos 50 músicos que se apresentam no palco, há mais de uma centena de profissionais diretamente beneficiados pela economia criativa, como técnicos de sonorização, iluminação, plataformas de venda de ingressos, entre outros”, pontuou.

“Alagoas deixa de ser um dos poucos estados brasileiros sem uma orquestra de porte sinfônico mantida pelo Estado, abrindo portas para novos públicos, projetos e para a difusão da música de concerto”, reforçou Matias.

À frente da direção artística, o maestro Luiz Martins também ressalta o significado do momento.

“A Filarmônica de Alagoas nasceu em 2017 por iniciativa de músicos do estado. Esse reconhecimento institucionaliza a Filarmônica como equipamento cultural de relevância, garantindo legitimidade e melhores condições de trabalho para a produção artística de qualidade. O termo de fomento com o Governo de Alagoas traz não só previsibilidade financeira, mas, acima de tudo, um planejamento consistente das atividades artísticas e continuidade das ações da nossa orquestra”, afirmou.

“Ao mesmo tempo, amplia o alcance social da orquestra, fortalecendo projetos de formação e inclusão, marca indispensável em nossas atividades. Queremos continuar expandindo ações, e isso depende da união entre poder público, empresas privadas, artistas de diversas áreas e o público em geral”, acrescentou Luiz Martins.

O maestro também destacou que o investimento público amplia significativamente as possibilidades de atuação da Orquestra, permitindo a realização de projetos antes inviáveis e fortalecendo o planejamento artístico da temporada.

“Serão quatro séries nesta temporada 2026. A série Allegro, dedicada à música de concerto, será gratuita, com repertório de compositores clássicos, realizada em igrejas. Teremos também a oportunidade de homenagear o alagoano Hekel Tavares, que completaria 130 anos de nascimento, um dos grandes nomes da música brasileira”, explicou.

“Teremos ainda a Série Mundo, dedicada a fusões como rock, cinema e outras vertentes, fundamental como porta de entrada para novos públicos. A Série Estrela Radiosa trará um grande tributo a Djavan e outros temas, contemplando a participação de artistas alagoanos. Por fim, a série didática, também gratuita, será voltada à rede pública de ensino, ampliando a formação de novas plateias”, detalhou.

“Entendemos que a nossa Filarmônica deve sempre priorizar e valorizar os artistas de Alagoas. Serão 22 concertos e temos a certeza de que, como é tradição, todos estarão lotados. Também realizaremos apresentações no interior do estado, cumprindo a necessária agenda de interiorização das nossas atividades. A Filarmônica de Alagoas é patrimônio cultural do povo alagoano e o mérito é coletivo, construído a muitas mãos”, finalizou.

Orquestra Filarmônica de Alagoas

Criada em 2017, a Orquestra Filarmônica de Alagoas nasceu da iniciativa de músicos profissionais independentes que decidiram, juntos, dar forma a uma orquestra sinfônica no estado, organizada sob o modelo de cooperativa.

Desde os primeiros passos, o grupo passou a circular por Maceió e municípios do interior, levando concertos que transitam entre o repertório erudito, a música popular e diferentes propostas temáticas.

Com o tempo, a Filarmônica estruturou suas temporadas, ocupou teatros, igrejas e praças, e passou a desenvolver também ações formativas, com apresentações voltadas a estudantes da rede pública.

Hoje, a orquestra amplia sua presença em Alagoas, com uma trajetória construída de forma coletiva, reunindo públicos diversos e levando a música de concerto a cada vez mais espaços do estado.