Entretenimento

Quem é Bad Bunny, artista que fez o mundo se render à cultura latina

Vencedor do álbum do ano no Grammy e atração principal do half-time show fez o mundo se render aos encantos de Porto Rico

Por Redação 07/02/2026 07h07
Quem é Bad Bunny, artista que fez o mundo se render à cultura latina
Bad Bunny durante Grammy 2026 - Foto: Reprodução

Como o Bad Bunny vai ser o Rei do Pop? Com reggaeton e dembow! A letra que abre o “Debí Tirar Más Fotos” não é à toa: o artista é o primeiro a ganhar um Grammy de Álbum do Ano com uma obra cantada inteiramente em espanhol.

Com letras que ressaltam a identidade e cultura latinas, o artista porto-riquenho encantou o mundo com sentimentos de afeto, nostalgia e afirmação. Conheça:

Biografia


Benito Antonio Martinez Ocasio nasceu em Vega Baja, no dia 10 de março de 1994. Crescendo nas praias de Porto Rico junto aos pais e aos irmãos mais novos, desejava ser cantor desde os 05 anos de idade.

Com inspiração em Héctor Lavoe e Michael Jordan, Benito começou a lançar músicas de forma independente enquanto trabalhava como empacotador em um supermercado, na plataforma SoundCloud.

Bad Bunny chegou a estudar comunicação audiovisual na Universidade de Porto Rico, em Arecibo, mas desistiu quando foi contratado por uma gravadora. Benito lançou seu primeiro single, “Soy Peor”, no fim de 2016, mas alcançou um sucesso notável após colaborar com a rapper Cardi B e o cantor J Balvin no single “I Like It”, em 2017, e incluir o cantor Drake no single “Mia”, no ano seguinte.

Seu álbum de estreia, o X 100pre, ganhou o Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Urbana. Já em 2020, seu segundo álbum de estúdio, o YHLQMDLG (Yo hago lo que me da la gana), lhe rendeu um Grammy Award de Melhor Álbum Pop Latino.

Ao longo de sua carreira, Bad Bunny ganhou três Grammy Awards, onze Latin Grammy Awards, dez Billboard Music Awards, 30 Billboard Latin Music Awards, 22 Premios Lo Nuestro, 22 Premios Juventud, 21 ASCAP Latin Awards, 6 American Music Awards, 6 Premios Tu Música Urbano, 4 iHeartRadio Music Awards, dois MTV Video Music Awards e dois MTV MIAW.

DeBÍ TiRAR MáS FOTos

fOTO: RePROduÇão



“ICE out (fora ICE)”. Essas foram as primeiras palavras de Bad Bunny ao aceitar o primeiro Grammy com o qual foi premiado no último domingo (1°), o de Melhor Álbum de Música Urbana.

Sendo talvez o álbum mais significativo de Bad Bunny, o DeBÍ TiRAR MáS FOTos foi lançado em janeiro de 2025, poucos dias antes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegar ao poder.

A obra, carregada de letras nostálgicas e afetivas que exaltam a cultura e identidade porto-riquenhas, chegou às plataformas de streaming em um governo conhecido por sua forte política contra imigração.

Além do entretenimento e da qualidade musical - que se destaca pela mistura de ritmos além do reggaeton clássico, como salsa e o R&B -, Bad Bunny iniciou o que viria a ser o maior ato de resistência cultural de sua carreira, o que lhe rendeu o Grammy de Álbum do Ano e mais um recorde: o primeiro álbum a ganhar a categoria sendo cantado inteiramente em espanhol.

O álbum conta com samples (trecho de uma gravação de áudio preexistente, como um beat, vocal ou melodia) de artistas porto-riquenhos que Bunny escutou em seu processo criativo, como Rafael Hernández e Andrés Jiménez.

A maior inspiração, porém, veio do poema “Nostalgía”, de Vigílio Dávila, lançado em 1900. Os versos “Mamãe, Borinquen me chama/Este país não é meu/Borinquen é pura chama/E aqui o frio está me matando” retratam a saudade de casa de um porto-riquenho indo à Nova York. Os mesmos versos foram usados na canção “Mama Borinquen Me Llama”, que conta com versões de Hernández e Jiménez.

Além das referências líricas, Bunny convidou artistas porto-riquenhos em ascensão e jovens músicos da Escuela Libre de Música de Porto Rico, que dão autenticidade e peso ao álbum.

DeBÍ TiRAR MáS FOTos é uma declaração de amor a Porto Rico e uma celebração às raizes de Bad Bunny que tocou o coração do mundo, especialmente da América Latina e de países hispano-hablantes que se identificaram com o álbum através das tradições e sentimentos compartilhados, algo que começa desde a capa: duas cadeiras de plástico que criam uma identidade visual única e facilmente reconhecível para quem viveu cercado por elas, simbolizando momentos marcantes que vão desde reuniões de família até tardes comuns.

E diante do sentimento de união, o mundo também volta seus olhos para a situação imigratória dos Estados Unidos, tornando Bad Bunny uma voz forte, marcante e clara contra a violência que vem sendo praticada pelas próprias autoridades.

"Não somos selvagens, não somos animais, não somos alienígenas, somos humanos e somos americanos. O ódio se torna mais poderoso com mais ódio. A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor. Então, por favor, precisamos ser diferentes."

Reação de Bad Bunny ao vencer o Grammy de álbum do ano.

Superbowl

Além da vitória na categoria principal do Grammy, Bad Bunny será o responsável por uma das apresentações com maior audiência no mundo: o half-time show do SuperBowl, que acontece neste domingo (08).

A performance marca uma virada de chave na carreira artística de Bunny, que se apresentará em um evento tipicamente dominado pelo pop comercial. O palco já recebeu nomes como Rihanna, Kendrick Lammar, Shakira e Beyoncé.

Novamente, Bad Bunny colocará os olhos do mundo em Porto Rico, em um dos espetáculos mais aguardados e assistidos do planeta.

Anúncio de Bad Bunny no SuperBowl

Shows no Brasil

Bad Bunny está com visita marcada para o Brasil. O artista se apresenta no Allianz Parque nos dias 20 e 21 de fevereiro com a turnê DeBÍ TiRAR MáS FOTos, em São Paulo.

“Não sei porque, desde criança, antes mesmo da música, sempre sonhei em ir a três lugares. E um deles é o Brasil. E esta será a primeira vez que vou ao Brasil, então é mais do que especial”, declarou o porto-riquenho em entrevista à Vogue Brasil.

Capa da Vogue Brasil. Foto: reprodução