Entretenimento
Secult confirma investimento de R$ 1,55 milhão para o Carnaval 2026 em Alagoas
Recursos vão garantir prévias, blocos de rua e desfiles das escolas de samba em todo o estado
Com o som das orquestras, o colorido das fantasias e a animação que já começa a tomar conta das ruas, o Carnaval de Alagoas ganha reforço financeiro para 2026. O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), assegurou um investimento de R$ 1,55 milhão destinado ao apoio das diversas manifestações carnavalescas no território alagoano.
Os recursos contemplam o patrocínio à Liga Carnavalesca de Maceió, com R$ 250 mil voltados para as prévias carnavalescas; o Edital Prêmio Carnaval 2026, que beneficia 125 blocos de rua com um total de R$ 1 milhão; além do apoio ao desfile de 10 escolas de samba do estado, que contará com R$ 300 mil.
Para a secretária de Estado da Cultura e Economia Criativa, Mellina Freitas, o Carnaval representa muito mais do que diversão. “O Carnaval é feito de gente, de histórias e de muito trabalho coletivo. Quando o poder público chega junto, ele ajuda a garantir que artistas, músicos, costureiras, ritmistas e produtores possam viver esse momento com mais tranquilidade e dignidade”, afirmou.
Segundo a gestora, o investimento reconhece a relevância cultural e social da festa, que movimenta comunidades inteiras e gera renda para inúmeras famílias. “O governador Paulo Dantas entende que a cultura é uma expressão viva do nosso povo. Esse apoio ao Carnaval nasce desse entendimento, de ouvir quem faz a festa acontecer e de garantir que a folia chegue às ruas, aos bairros e às comunidades”, completou.
A superintendente de Patrimônio e Diversidade Cultural, Perolina Lyra, também ressaltou o Carnaval como expressão da identidade alagoana. “Cada bloco e cada escola de samba carrega memórias, tradições e afetos. Apoiar essas iniciativas é cuidar do que somos, é permitir que essa herança continue sendo passada de geração em geração”, destacou.
Representando as entidades carnavalescas, o presidente da Liga Carnavalesca de Maceió, Dinho Lopes, enfatizou a importância do apoio para a realização das prévias. “Maceió e, obviamente, Alagoas entram hoje no roteiro de todo o Brasil por causa das prévias de carnaval, as melhores prévias de carnaval do país. Isso é uma conquista que levou tempo. Temos blocos com mais de 40 anos de história desfilando na avenida, construindo essa tradição ano após ano. Nada disso acontece sozinho. É um trabalho que depende de incentivo cultural, algo fundamental para que essa engrenagem continue girando. O Governo de Alagoas, sensível a essa demanda e às necessidades do povo alagoano, contribui para que a cadeia produtiva do carnaval seja movimentada, gerando empregos, distribuindo renda e colocando a cidade inteira em movimento”, afirmou.
Segundo ele, os reflexos vão além da folia. “O carnaval movimenta o comércio, gera trabalho para seguranças, motoristas de trios elétricos e equipes de apoio, além de aquecer a economia com a chegada de turistas a Maceió e a outras cidades de Alagoas. Hotéis, transporte por aplicativo, táxis, restaurantes, shoppings, todos sentem esse reflexo. É um movimento em que todo mundo ganha. A importância das prévias se mede justamente por esse retorno direto para a população. Para muitos ambulantes, as prévias da Liga representam o 14º salário. A cidade inteira sente esse pulso”, destacou.
Dinho Lopes também ressaltou o alcance social da festa. “Estamos falando de mais de mil músicos trabalhando nesses dias, além de mais de mil profissionais de segurança. Esse é o grande retorno que a Liga Carnavalesca de Maceió proporciona para Alagoas, por meio do incentivo cultural do Governo do Estado”, concluiu.
Já o presidente da Liga das Escolas de Samba de Maceió, Nonato Lopes, reforçou a relevância do investimento para a continuidade do trabalho das agremiações. “É de fundamental importância para a sobrevivência das Escolas de Samba e também para a preservação da nossa cultura popular. Carnaval popular tem que ter desfile das Escolas de Samba”, afirmou.
*Com informações da Ascom Secult


