Entretenimento
“Peytudah”: iniciativa promove ballroom beneficiente em prol do Outubro Rosa em Maceió
Com o lema “Outubro Rosa Também é Trans”, evento chama a atenção à necessidade de prevenção do câncer de mama em pessoas trans
A produtora “Casa Carranca”, em Maceió, realizará seu primeiro ballroom, neste sábado, 11 de outubro, no Barzarte, espaço cultural localizado no bairro do Jaraguá.
Visto como um evento político, cultural e artístico iniciado por pessoas negras e pela comunidade LGBTQIAPN+, o “Peytudah” será realizado em prol do combate ao câncer de mama em pessoas trans e NB.
Com o tema “Outubro Rosa Também É Trans”, a ballroom alerta para a necessidade de cuidado e prevenção da doença em grupos vulneráveis e para além do público alvo. Nascendo como uma resposta à exclusão social, o movimento cria um espaço de acolhimento e celebração, chamando a atenção para temas considerados tabus.
“Como uma casa formada por pessoas trans, a Casa Carranca entende que a Ballroom é também um espaço de educação e resistência, onde o corpo é político, poético e instrumento de transformação. Assim, a Peytudah Mini-Ball busca ser um momento de expressão e acolhimento, mas também de reflexão sobre saúde, acesso e direitos. Mais do que um baile, a Peytudah Mini-Ball é um ato de visibilidade, cuidado e celebração dos corpos trans, reafirmando que saúde, arte e orgulho podem e devem caminhar juntos”, destaca Lua de Kendra, coordenadora da Casa Carranca e do evento.
Atrações da Ball
Os bailes são eventos performáticos e competitivos, com várias categorias, cada uma destacando uma forma de expressão, arte, ou estética.
Essas performances são julgadas por uma banca (júri) e celebradas com energia, gritos e aplausos da plateia. No “Peytudah”, as categorias serão “Melhor look”, “Melhor peito transmasculino / nb”, “Runaway tectônica”, “Sex Siren: Poder do Peito” e “Beginners performance”.
Após o baile, será realizado um “after”, comandado pelas DJs Blondié, Lyah Luk, Gigis Banks, Sandv Ibriza e pelo DJ Souto.
Câncer de mama e as pessoas trans
De acordo com a mastologista Dra. Giovanna Gabriele, mulheres trans que fazem o uso da hormonização alternada com estrogênio possuem risco aumentado de desenvolver câncer de mama. Já em homens trans, mesmo após a realização da mastectomia (cirurgia para retirada dos seios), também há riscos se houver glândula mamária remanescente.
“Pessoas transexuais e transgêneros também são suscetíveis a terem câncer de mama. Por isso, devem buscar um mastologista para cuidarem da saúde e realizarem exames de rastreamento, como a mamografia, a ultrassonografia e a ressonância magnética, quando necessária”, destaca a especialista.
Serviço
Ballroom “Peytudah”
Data: Sábado, 11 de outubro de 2025
Horário: 20h (abertura do local); 21h (início da ball)
Local: BarZarte | Av. Comendador Leão, 69 – Maceió/AL
Ingressos: R$ 15,00 — antecipados no link da bio do instagram @casacarranca


