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Spotify fecha escritório e Netflix paralisa produções na Rússia
Posicionamento das gigantes do streaming foi marcado em contraposição à guerra na Ucrânia
Na quarta-feira, (02), a Netflix decidiu que vai paralisar toda a sua atividade de produção e aquisição de conteúdo na Rússia como resposta à invasão bélica na Ucrânia. As fontes internas da Netflix, citadas pela revista “Variety”, disseram que a plataforma está “avaliando o impacto dos eventos atuais”.
No mesmo dia, o Spotify anunciou que fechou o seu escritório indefinidamente no país, em resposta ao que a plataforma descreveu como “ataque não provocado de Moscou à Ucrânia”.
A Netflix tinha quatro projetos originais em russo em andamento, incluindo a esperada série “Anna K”, baseada no romance “Anna Karenina”, de Liev Tolstói, e “Zato”, uma produção ambientada durante a queda da União Soviética.
Já o Spotify disse que revisou milhares de conteúdos desde o início da guerra e restringiu a descoberta de programas pertencentes e operados pela mídia estatal russa. “Nossa primeira prioridade na semana passada foi a segurança de nossos funcionários e garantir que o Spotify continue a servir como uma importante fonte de notícias globais e regionais em um momento em que o acesso à informação é mais importante do que nunca”, disse o Spotify.
A Netflix também anunciou que não cumpriria a nova lei audiovisual da Rússia, que obrigaria a plataforma a incluir 20 canais públicos na sua plataforma para poder operar no país. A legislação, que deveria entrar em vigor em 1º de março, exigia a transmissão de conteúdo de veículos afiliados ao Kremlin, como o “Channel One”, a rede de entretenimento “NTV” e o canal da Igreja Ortodoxa. A gigante do streaming lançou seu serviço local em russo há pouco mais de um ano e tem apenas um milhão de assinantes no país.
Outras empresas do segmento audiovisual também vem assumindo posicionamentos semelhantes em sanção à Rússia. Os estúdios Walt Disney Company, Warner Bros. e Universal Pictures, decidiram não lançar seus novos filmes no país.
A empresa tecnológica Meta anunciou que vai restringir o acesso à emissora “RT” e à agência “Sputnik”, ligadas ao governo russo, em suas redes sociais – que incluem Facebook, Instagram e WhatsApp – a pedido da União Europeia (UE). O Twitter informou que vai incluir um aviso nas publicações que compartilhem links e notícias de mídias controladas pelo Kremlin.
O Sputnik disse na quarta que “quaisquer restrições aos membros da imprensa são censura flagrante e o exemplo mais sujo de violação da liberdade de expressão”. A RT disse no início da semana que as empresas de tecnologia que o removeram não citaram nenhum problema com sua cobertura.

