Eleições 2026

Confira as propostas de Lula e Flávio para o desenvolvimento do Nordeste

Planos apresentam obras distintas para setores estratégicos

Por Redação 24/10/2026 11h11
Confira as propostas de Lula e Flávio para o desenvolvimento do Nordeste
. - Foto: Reprodução/Globo

Com o segundo turno das eleições presidenciais marcado para este domingo (25), as propostas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para o Nordeste entram no centro do debate eleitoral. Os planos de governo apresentados incluem medidas para ampliar o acesso à água, melhorar a infraestrutura, estimular a economia e fortalecer políticas sociais, mas divergem quanto às estratégias para alcançar tais objetivos.

Entre as prioridades citadas pelos candidatos estão obras ligadas à transposição do Rio São Francisco, expansão da malha ferroviária, atração de empresas e incentivo às atividades produtivas. Enquanto Lula aposta na continuidade de programas federais e na realização de investimentos públicos, Flávio destaca a participação do setor privado e apresenta projetos específicos de transporte e abastecimento para a região.

Abastecimento de água


No plano de Lula, a segurança hídrica aparece associada à ampliação da infraestrutura de abastecimento no Semiárido, à construção de cisternas e à recuperação de bacias hidrográficas. O candidato também prevê medidas de adaptação às mudanças climáticas e a continuidade de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), incluindo intervenções relacionadas à transposição do Rio São Francisco.

Flávio Bolsonaro também propõe concluir estruturas ligadas ao sistema de transposição. Entre os projetos mencionados estão o Canal do Xingó, o Ramal do Piancó e os canais do Sertão Alagoano, Baiano e Piauiense.

O plano do candidato do PL prevê ainda a ampliação de projetos de irrigação, com o objetivo de impulsionar a produção agrícola e gerar renda no interior dos estados nordestinos.

Ferrovias 


Na área de transportes, uma das principais propostas de Flávio é a implantação do Trem do Nordeste. O projeto prevê uma malha ferroviária de aproximadamente 1.400 quilômetros, conectando Salvador, Aracaju, Maceió, Recife, João Pessoa, Natal e Fortaleza.

A iniciativa tem como objetivos facilitar o deslocamento de passageiros, estimular o turismo e ampliar a integração econômica entre as capitais da região.

O candidato também promete concluir a Ferrovia Transnordestina e ampliar o traçado para contemplar a Paraíba e o Rio Grande do Norte.

Lula, por sua vez, defende a continuidade dos investimentos federais em transporte e logística por meio do PAC. A proposta prioriza a manutenção de obras consideradas estratégicas para a infraestrutura e o desenvolvimento regional.

Energia e desenvolvimento econômico


Na economia, Lula pretende ampliar a presença de indústrias ligadas à transição energética no Nordeste. O plano prevê investimentos em segmentos como fertilizantes, siderurgia, indústria química e produção de hidrogênio de baixo carbono, aproveitando o potencial regional para a geração de energia renovável.

O candidato também propõe mecanismos de financiamento regional e incentivos a atividades produtivas no Semiárido.

Flávio Bolsonaro, por outro lado, enfatiza a atração de investimentos privados para explorar o potencial de geração de energia solar e eólica dos estados nordestinos. Entre as propostas estão estímulos à instalação de indústrias de tecnologia e centros de processamento de dados, setores que demandam infraestrutura energética.

Programas sociais e educação


Na área social, Lula defende a manutenção e o fortalecimento do Bolsa Família, a valorização do salário mínimo e a ampliação das políticas de acesso à educação e à qualificação profissional.

O plano também prevê a expansão do ensino em tempo integral, o fortalecimento do Pé-de-Meia e o aumento da oferta de educação técnica e superior.

As propostas apresentadas pelos dois candidatos refletem diferentes abordagens para enfrentar desafios históricos do Nordeste, como a desigualdade social, as dificuldades de acesso à água e a necessidade de ampliar a infraestrutura e as oportunidades de emprego. A execução das medidas, caso sejam adotadas, dependerá das prioridades de governo, dos recursos disponíveis e da articulação com estados e municípios.