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Flávio Bolsonaro diz que vai abrir sigilo bancário, mas estabelece condições ao presidente Lula

Senador do PL aceita proposta do presidente, mas cobra acesso a dados de ex-assessor, cartões corporativos e registros ligados ao governo federal

Por Redação 21/10/2026 15h03 - Atualizado em 21/10/2026 15h03
Flávio Bolsonaro diz que vai abrir sigilo bancário, mas estabelece condições ao presidente Lula
Parlamentar condicionou a medida à divulgação de outras informações relacionadas a Lula - Foto: Divulgação

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta quarta-feira (21), que aceita o desafio lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a quebra de sigilos telefônico e bancário. No entanto, o parlamentar condicionou a medida à divulgação de outras informações relacionadas ao petista, incluindo dados de ex-assessores e dos cartões corporativos da Presidência.

Durante agenda em Guarulhos (SP), Flávio defendeu que Marcola, ex-assessor da Presidência, também tenha os sigilos quebrados. O senador ainda cobrou a divulgação dos dados do Instituto Lula e do cartão corporativo da primeira-dama, Janja da Silva.

"Agora segura aí marginal. Você não tem celular. Sabe quem recebe as ligações por você? O Marcola. O Lula tem o Marcola do lado dele. É esse Marcola que abria as portas pro Lulinha, o filho dele, fazer negócios em todos os ministérios. Então eu abro meu sigilo do telefone sim, mas o Marcola tem que abrir o dele, concorda?", disse Flávio durante a agenda.

Em seguida, o senador apresentou outras exigências para aceitar a proposta do presidente. “Pra eu abrir meu sigilo, você [Lula] vai abrir o sigilo do Instituto Lula. E tem mais uma condição: você vai abrir o sigilo do seu cartão corporativo e da Janja”, acrescentou.

Proposta de Lula


Na terça-feira (20), Lula apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) um documento autorizando a liberação de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, além dos dados de seus familiares, desde que Flávio Bolsonaro adotasse a mesma medida.

A iniciativa foi apresentada pelo presidente como um desafio ao senador. Em resposta, Flávio declarou que concorda em abrir seus dados, mas vinculou a decisão ao atendimento das condições que estabeleceu.