Eleições 2026
Debate da Globo em São Paulo ganha tom nacional e é marcado por embate
Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) centraram parte do embate na comparação entre os governos de Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva
O último debate entre os candidatos ao governo de São Paulo antes do primeiro turno, realizado na noite desta terça-feira (29) pela TV Globo, foi marcado pela nacionalização do confronto político.
Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) centraram parte do embate na comparação entre os governos de Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. Haddad responsabilizou a gestão Bolsonaro pela fila de procedimentos represados no Sistema Único de Saúde, herdada pelo governo Lula, e lembrou que o Brasil, com 2,7% da população mundial, concentrou cerca de 10% das mortes por Covid-19. Tarcísio, por sua vez, citou a onda de recuperações judiciais de grandes varejistas, atribuiu o problema à restrição de crédito e questionou se Haddad aconselharia Lula a adotar um ajuste fiscal. O petista rebateu afirmando que assumiu a Fazenda com déficit deixado por Paulo Guedes e que pagou precatórios devidos ao estado, dívida que, segundo ele, o governo Bolsonaro não havia honrado.
No tema da segurança pública, Haddad abordou a entrada do Comando Vermelho no interior paulista, a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em instituições e o aumento dos índices de feminicídio e roubos de celulares. Tarcísio respondeu que a infiltração do crime ocorre em todo o país e ambos trocaram acusações sobre supostas ligações de aliados com o PCC, citando o ex-vereador Milton Leite (União Brasil), preso este mês, e o vereador Senival Moura (PT).
Tarcísio também relacionou o atraso na Linha 6-Laranja do metrô à Operação Lava Jato. Em suas considerações finais, declarou voto em Flávio Bolsonaro para a Presidência, defendeu o alinhamento entre Brasília e São Paulo e pediu votos para Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) ao Senado.
Haddad, por outro lado, criticou a privatização da Sabesp e propôs o Bilhete Único metropolitano integrado. Tarcísio defendeu a privatização da empresa e destacou obras como o Rodoanel Norte, as linhas 6 e 17 do metrô, a tabela SUS Paulista e a redução da poluição do Rio Tietê. Após o debate, Tarcísio citou a criação da nova Controladoria do Estado, que reúne corregedoria, controle interno e prevenção à corrupção, afirmando que "o exemplo nessas horas é fundamental". Ele ressaltou que o governo investirá em inteligência e tecnologia para rastrear recursos e afastar servidores envolvidos em irregularidades.
Haddad destacou que sua atuação em São Paulo depende de um presidente experiente, comprometido com a causa pública e transparente, citando Lula como referência, especialmente no fortalecimento da Polícia Federal. Ao mencionar Flávio Bolsonaro, Haddad afirmou que ele foi beneficiado por uma "carteirada" do pai para impedir uma investigação e o acusou de envolvimento em outros escândalos. O petista também declarou apoio às candidatas Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) ao Senado paulista.
Por Sputnik Brasil
