Eleições 2026

Agora é cada um por si na reta final da eleição em Alagoas

Faltam poucos dias. Não faz tanto sentido colocar quatro ou cinco lideranças importantes dentro do mesmo carro durante uma tarde inteira se cada uma delas pode estar, ao mesmo tempo, em cidades diferentes

Por Blog Edivaldo Junior 24/09/2026 12h12
Agora é cada um por si na reta final da eleição em Alagoas
. - Foto: Reprodução

A estratégia é de ocupação territorial. Simples assim. Em vez de todos os candidatos subirem no mesmo palanque, cada nome ocupa uma região, conversa com um público diferente e aumenta a área de cobertura da campanha.

No grupo de Renan Filho, isso já aparece. O candidato ao governo mantém agenda própria em Maceió e no interior. Paulo Dantas também passou a cumprir compromissos separados, entre inaugurações, reuniões políticas e encontros com segmentos específicos. Renan Calheiros e José Wanderley trabalham a disputa pelo Senado em outros espaços. É uma campanha dividida em várias frentes.

Do outro lado, JHC parece começar a fazer algo semelhante. No início de setembro ainda era comum vê-lo percorrendo municípios com Arthur Lira e Marina Candia. Em Santana do Ipanema, por exemplo, os três fizeram agenda juntos; também estiveram lado a lado em Santa Luzia do Norte.

Nos últimos dias, porém, as agendas passaram a se separar mais. Marina chegou a justificar ausência em uma sabatina da TV Gazeta porque cumpriria compromissos no interior. Arthur Lira também vem mantendo roteiro próprio, inclusive ao lado de Alfredo Gaspar em atividades ligadas à campanha presidencial, enquanto JHC cumpre outra programação.

Isso não significa rompimento ou distanciamento entre os aliados. A leitura mais simples é operacional. Faltam poucos dias. Não faz tanto sentido colocar quatro ou cinco lideranças importantes dentro do mesmo carro durante uma tarde inteira se cada uma delas pode estar, ao mesmo tempo, em cidades diferentes.

Renan Filho em um município, Paulo em outro, Renan Calheiros e Wanderley em outra região. JHC num canto, Arthur Lira em outro e Marina cumprindo uma terceira agenda.

É a campanha por multiplicação dos candidatos majoritários. Quanto mais perto da eleição, maior a necessidade de alcançar cidades onde o candidato ainda esteve pouco, reforçar bases locais, conversar com segmentos específicos e manter presença constante nas redes. Uma agenda rende uma cidade. Quatro agendas simultâneas podem render quatro.