Eleições 2026

Candidatos usam debate para atacar Lula e Flávio Bolsonaro e elevam tom das acusações

Os presidenciáveis classificaram Lula e Flávio como "covardes", alegando que ambos teriam evitado o debate para não responderem a questionamentos sobre os escândalos de corrupção

Por Sputnik Brasil com Redação 24/08/2026 15h03
Candidatos usam debate para atacar Lula e Flávio Bolsonaro e elevam tom das acusações
Foto: © Foto / Agência Brasil / Agência Senado

Durante o debate presidencial, os candidatos Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) direcionaram críticas contundentes a Luíz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), principais ausentes do evento, segundo reportagem do jornal O Globo.

De acordo com o jornal, os presidenciáveis classificaram Lula e Flávio como "covardes", alegando que ambos teriam evitado o debate para não responderem a questionamentos sobre os escândalos de corrupção em que são citados.

"Embora Flávio tenha sido criticado, o atual presidente acabou sendo o principal alvo dos três participantes, que se posicionam mais à direita no espectro político", destaca a publicação.

Renan Santos acusou Lula e Flávio Bolsonaro de protagonizarem uma "competição de corrupção", citando casos como a "farra com o dinheiro do INSS", o Banco Master e o esquema da "rachadinha" como exemplos do que chamou de "duelo sujo".

O candidato do Missão também não poupou palavras, chamando os adversários ausentes de "covardes criminosos" e afirmando que ambos fugiram do debate porque seriam confrontados sobre seus escândalos.

Ronaldo Caiado ironizou o "Dark Horse", suposto patrocínio ligado a Flávio, e o "Dark Lobby", esquema do INSS que envolveria Lulinha, filho de Lula. Para Caiado, ambos são "os mais rejeitados" da eleição.

Renan Santos intensificou o tom dos ataques, referindo-se a Lula como "bêbado" e a Flávio como "cagão", justificando as ofensas pela ausência dos dois no debate.

Com postura mais moderada, Augusto Cury reforçou as críticas ao afirmar que o país "não pertence a duas famílias", em referência ao domínio político de petistas e bolsonaristas marcado por denúncias.

Mesmo atrás nas pesquisas, os candidatos presentes aproveitaram o debate para se apresentar ao eleitorado: Cury destacou seu sucesso como autor, Renan lembrou sua atuação nas manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff e Caiado ressaltou sua experiência como governador de Goiás.

Em outro momento, durante agenda de campanha em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) declarou apoio ao candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, ao longo das eleições.

Por Sputinik Brasil