Eleições 2026
Sem Marina, PSDB faz último esforço para salvar chapa de federal em AL
Sem ela, o PSDB perdeu também estrutura e capacidade de atração
A saída de Marina Candia da disputa para deputada federal mexeu nas projeções do PSDB em Alagoas. A chapa tucana, que antes era tratada como competitiva, passou a ter dificuldade real para eleger um nome à Câmara dos Deputados.
Marina era o principal peso eleitoral da nominata. A aposta é que ele poderia ter mais de 100 mil votos. Sem ela, o PSDB perdeu também estrutura e capacidade de atração. A vaga que parecia certa ficou mais distante.
Mas a chapa não implodiu. Nem deve implodir. Ao menos por enquanto. Dirigentes do PSDB e o grupo de JHC tentam recompor a nominata. Nos bastidores, são citados nomes como o vereador Cal Moreira, de Maceió, e a ex-prefeita de Batalha, Marina Cintra. As entradas podem aumentar a competitividade.
“Há um compromisso de reforçar a chapa e nós vamos brigar para fazer de uma a duas vagas”, disse ao blog um dos candidatos que seguem na disputa.
Hoje, os nomes mais citados na briga interna são Gilvan Barros e Gustavo Lima. São eles que aparecem, neste momento, com maior condição de disputar uma eventual vaga tucana na Câmara.
O problema está na soma. Sem Marina Candia, o PSDB precisa de novos votos que substituam o potencial da mulher de JHC, para alcançar o quociente eleitoral.
Se o PSDB se reorganizar, pode fazer uma vaga. Se não, essa vaga pode escapar para outra frente.
A distribuição das nove cadeiras de Alagoas na Câmara pode mudar por causa dessa conta. O PSDB fazendo um, ajuda a equilibrar o jogo. O PSDB fazendo nenhum, abre espaço para MDB, PSD ou União Progressista avançarem na divisão final.
Hoje, a eleição federal caminha para uma disputa apertada entre poucas chapas. União Progressista, MDB e PSD aparecem com mais força. O PSDB ainda está no jogo, mas precisa provar que continua de pé sem Marina. Por enquanto, a chapa sobrevive.
