Eleições 2026

Saída de Gaspar muda jogo do Senado e abre nova fase de articulação em AL

Até 15 de agosto, restam dúvidas sobre candidaturas, alianças e, principalmente, sobre a composição final da chapa de JHC

Por Blog de Edivaldo Junior 06/08/2026 12h12
Saída de Gaspar muda jogo do Senado e abre nova fase de articulação em AL
. - Foto: Reprodução

A escolha de Alfredo Gaspar para vice de Flávio Bolsonaro mudou o jogo eleitoral em Alagoas. Até quarta-feira (5/08), quatro nomes apareciam com força na disputa pelas duas vagas ao Senado: Renan Calheiros, Arthur Lira, Alfredo Gaspar e Davi Davino Filho.

O terreno ficou mais limpo. Agora são três. A confirmação, no entanto, ainda depende das atas partidárias que serão encaminhadas à Justiça Eleitoral. Até 15 de agosto, restam dúvidas sobre candidaturas, alianças e, principalmente, sobre a composição final da chapa de JHC.

Alfredo Gaspar deixou uma eleição em que aparecia no primeiro pelotão. A saída dele beneficia diretamente os dois principais adversários.

Arthur Lira passa a disputar o eleitorado conservador sem dividir espaço com um candidato do PL apoiado pelo bolsonarismo. Renan Calheiros também vê desaparecer um concorrente que aparecia em condições de conquistar uma das duas vagas.

Para o grupo do MDB, o movimento foi planejado por Lira para “limpar a área”. Em conversa com o blog nesta quarta-feira, Renan Calheiros afirmou que Alfredo estava perdendo espaço na disputa e citou a pesquisa Falpe, na qual o deputado aparecia em terceiro.

“Ele estava caindo, descendo a ladeira. Na última pesquisa Falpe, Gaspar era o terceiro já”, disse.

Renan também atribuiu a Arthur Lira participação nas articulações nacionais que levaram Alfredo à chapa presidencial. E disse que "ele trabalha para limpar a área”.

Questionado se a mudança alteraria alguma peça na chapa do MDB, respondeu: “Não. Nosso time já está escalado.”

Gaspar cresce no jogo local

Como candidato a vice-presidente, Gaspar passa a ser o principal representante da chapa de Flávio Bolsonaro em Alagoas. Isso aumenta seu peso nas conversas locais e torna ainda mais importante saber qual será o posicionamento de JHC na eleição presidencial.

Agora, não se trata apenas do candidato do PL à Presidência, mas da própria chapa integrada pelo deputado alagoano.

JHC terá de decidir se seguirá com palanque próprio, se fará uma composição com Arthur Lira ou se aceitará uma aproximação com Gaspar e, consequentemente, com Flávio Bolsonaro.

A ausência de JHC na convenção que confirmou seu nome para o governo aumentou o desconforto entre aliados. Ao mesmo tempo, Marina Candia foi incluída na chapa de candidatos a deputada federal do PSDB/Cidadania, afastando as especulações de que disputaria o Senado.

Davi Davino Filho continua como outro nome competitivo para o Senado. O Republicanos confirmou sua candidatura e mantém um projeto independente, apesar das conversas realizadas nos últimos dias.