Eleições 2026
Lira pode decidir quem terá mais tempo de TV na eleição em AL
Renan Filho pode ter 7min33s; JHC, 1min27s
A definição das alianças para o governo de Alagoas poderá produzir uma diferença superior a seis minutos no horário eleitoral de rádio e televisão. O "guia eleitoral" para o governo será a partir de 28 de agosto até 1o de outubro.
Sem o apoio do grupo de Arthur Lira, JHC poderá ficar com cerca de 1 minuto e 27 segundos por programa, enquanto Renan Filho chegaria a aproximadamente 7 minutos e 33 segundos.
A estimativa considera a nova tabela de representatividade partidária divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral na terça-feira (04/08) e as alianças em formação no Estado. O cálculo definitivo será feito pela Justiça Eleitoral após o registro das candidaturas e coligações.
Como Alagoas elegerá dois senadores em 2026, os programas para governador terão nove minutos, às segundas, quartas e sextas-feiras. Do total, 90%, ou 8 minutos e 6 segundos, serão distribuídos conforme as bancadas dos partidos. Os outros 10%, equivalentes a 54 segundos, serão divididos igualmente entre as candidaturas com direito à propaganda gratuita.
A candidatura de Lenilda Luna, pela Unidade Popular, não participa dessa divisão. Lenilda poderá disputar o governo, aparecer na urna e fazer campanha normalmente nas ruas e nas redes sociais. Mas não terá programa no horário eleitoral gratuito. A UP também não entra na divisão dos 54 segundos distribuídos de forma igualitária.
Renan Filho
A coligação projetada para Renan Filho reúne oito partidos e federações. A legislação, no entanto, considera apenas a soma dos seis maiores de cada coligação majoritária. Nesse caso, a conta de Renan seria formada por:
Federação Brasil: 81 deputados; PSD: 42; MDB: 41; Republicanos: 41; Podemos: 20;PSB: 15. O total chega a 240 deputados. A Federação Renovação Solidária, com 12, e o Avante, com sete, ficariam fora da conta por serem os dois menores integrantes da aliança.
A conta pode ser diferente sem a soma de Republicanos e Avante, que podem não coligar na majoritária, em funão de chapas diferentes para o Senado (Davi e Marcos Omena, respectivamente).
Sem o apoio de Lira a JHC, Renan Filho teria mais de sete minutos. Caso JHC permaneça apenas com a Federação PSDB/Cidadania e o PDT, sua coligação terá peso correspondente a 34 deputados.
O resultado estimado seria:
Renan Filho: 7min33s;JHC: 1min27s;Lenilda Luna: sem horário eleitoral.
Renan teria mais de cinco vezes o tempo de JHC. A diferença seria de 6 minutos e 6 segundos por programa.
JHC
O cenário muda completamente se Arthur Lira apoiar JHC e levar para a coligação a Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, além do PL.
Somados à Federação PSDB/Cidadania e ao PDT, esses partidos representariam 236 deputados no cálculo do horário eleitoral.
A divisão ficaria assim:
Renan Filho: 4min32s;JHC: 4min28s;Lenilda Luna: sem horário eleitoral.
A diferença cairia para apenas quatro segundos. Na prática, Renan e JHC teriam tempos praticamente iguais.
Terceira via
Há ainda uma terceira hipótese: o grupo de Arthur Lira lançar uma candidatura própria ao governo, apoiada pela Federação União Progressista e pelo PL.
Nesse caso, o candidato de Lira teria peso equivalente a 202 deputados. JHC permaneceria com 34, enquanto Renan poderia chegar aos 240.
Como haveria três candidaturas com direito ao horário, os 54 segundos da parcela igualitária seriam divididos entre elas. Cada uma começaria com 18 segundos.
A projeção seria:
Renan Filho: 4min23s;Candidato apoiado por Lira: 3min44s;JHC: 53s;Lenilda Luna: sem horário eleitoral.
Sem Republicanos
Outra possiblidade é a exclusão do Republicanos da soma da coligação de Renan Filho. No cenário com apoio de Lira, JHC chegaria a 4min44s, Renan Filho a 4min16s e Lenilda Luna ficaria sem horário
As simulações não são definitivas. Dependem das coligações registradas, mas a nova tabela do TSE deixa uma conclusão: na televisão e no rádio, o destino do grupo de Arthur Lira poderá definir se a campanha será equilibrada ou profundamente desigual.
Inserções
Além dos programas de nove minutos exibidos às segundas, quartas e sextas-feiras, as campanhas para governador terão direito a aproximadamente 14 minutos diários de inserções no rádio e na televisão.
Esse tempo corresponde a 28 peças de 30 segundos, distribuídas todos os dias, de segunda-feira a domingo, entre 5h e meia-noite. .
No cenário em que Renan Filho soma 240 deputados e JHC permanece apenas com PSDB/Cidadania e PDT, com 34, a divisão aproximada seria:
Renan Filho: 23 a 24 inserções de 30 segundos por dia; JHC: quatro a cinco inserções por dia; Lenilda Luna: sem inserções.
Caso JHC receba o apoio de Arthur Lira, do PL e da Federação União Progressista, o cenário seria esse:
Renan Filho: cerca de 14 inserções de 30 segundos por dia; JHC: cerca de 14 inserções por dia; Lenilda Luna: sem inserções.
Na hipótese de Arthur Lira lançar um terceiro candidato, apoiado pela Federação União Progressista e pelo PL, a distribuição média seria:
Renan Filho: 13 a 14 inserções de 30 segundos por dia; candidato de Lira: 11 a 12 inserções; JHC: duas a três inserções; Lenilda Luna: sem inserções.
As inserções podem ser ainda mais relevantes do que o programa em bloco para a repetição de mensagens. Elas aparecem durante novelas, telejornais, programas populares e outras faixas de audiência. Sem Lira, JHC não teria apenas um programa muito menor: também apareceria na programação diária cerca de cinco vezes menos do que Renan Filho.
