Eleições 2026

Composições na última hora podem mudar chapas de JHC e Renan Filho

JHC, Davi e Renan Filho marcaram suas convenções para quarta-feira (5/08)

Por Blog de Edivaldo Junior 03/08/2026 13h01
Composições na última hora podem mudar chapas de JHC e Renan Filho
. - Foto: Reprodução

Davi Davino Filho vice de Renan Filho, um novo nome na disputa pelo governo. A política de Alagoas entra nos últimos dias antes das convenções com quase todas as candidaturas encaminhadas, mas ainda com decisões capazes de mudar a eleição.

JHC, Davi e Renan Filho marcaram suas convenções para quarta-feira (5/08), último dia do prazo, e continuam sem apresentar as chapas completas.

Renan Filho ainda não definiu o candidato a vice. JHC, além do vice, mantém indefinida a composição para o Senado e não dá sinais de que aceitará a aliança proposta por Arthur Lira e Alfredo Gaspar.

No grupo de JHC, cresceram nos últimos dias as especulações de que Marina Candia poderá substituir Eudócia Caldas como candidata ao Senado. A eventual mudança levaria Eudócia para a disputa de deputada federal, justamente num momento em que a chapa proporcional do PSDB enfrenta dificuldades.

Nada confirmado. O silêncio de JHC alimenta especulações sobre uma escolha que interfere diretamente na relação com Arthur Lira e Alfredo Gaspar.

Lira já avisou que a Federação União Progressista pode apoiar JHC para o governo, mas não aceita que o PSDB fique também com uma vaga ao Senado. Se JHC insistir em lançar Marina ou Eudócia, a federação poderá apresentar candidato próprio ao governo. O nome do provável candidato em caso de negativa de JHC, continua desconhecido, mas deve sair do PL.

A "advertência" de Lira é antiga. Ele repete há algumas semanas que o grupo formado pela federação União Progressista e PL terá candidato ao governo - seja JHC ou não.

E JHC precisa decidir se abre espaço para Arthur e Alfredo ou se segue com uma chapa formada apenas por PSDB e PDT, assumindo o risco de enfrentar Renan Filho sem o apoio dos dois principais grupos de oposição.

Alfredo Gaspar, até agora, evita se posicionar sobre o tema - dando tempo para que JHC decida.

Davi volta à conversa

Outra especulação envolve Davi Davino Filho. O Republicanos deverá oficializar sua candidatura ao Senado também no dia 5, mas o nome voltou a ser citado como possível vice de Renan Filho.

Segundo informações obtidas pelo blog, Davi conversou com integrantes do MDB, inclusive com Renan Filho, sobre essa alternativa.

A composição poderia reforçar a chapa governista em Maceió, onde Renan enfrenta sua maior dificuldade. Davi tem votos na capital, presença na área da saúde e poderia ajudar o MDB a reduzir a vantagem de JHC.

Para ele, seria uma aposta de alto risco. Davi construiu sua candidatura ao Senado como adversário dos Calheiros e acredita que uma mudança às vésperas da convenção poderia não ser compreendida pelo eleitor.

A vice, por outro lado, seria um cavalo selado. Se entrasse numa chapa equilibrada e Renan Filho vencesse, Davi assumiria posição de destaque e poderia se credenciar para futuras disputas, inclusive pela Prefeitura de Maceió.

A tendência ainda é que continue candidato ao Senado. Mas a conversa existiu e mostra que Renan Filho procura um vice capaz de acrescentar votos, partido ou presença regional.

Nova tentativa de acordo

Mesmo com a troca diária de ataques, JHC teria voltado a procurar interlocutores do MDB. Segundo fontes ligadas às articulações, ele conversou pelo menos quatro vezes nos últimos dias com José Wanderley.

JHC teria sugerido que Renan Filho desistisse do governo em troca do apoio do PSDB a Renan Calheiros. Wanderley respondeu com a proposta inversa: JHC deixaria a disputa estadual e seria candidato ao Senado.

É uma velha conversa, agora retomada por outro interlocutor. Não há confirmação. A esta altura, a desistência de qualquer um dos dois seria uma grande reviravolta.

No MDB, a chapa está mais definida. Renan Filho disputa o governo, enquanto Renan Calheiros e José Wanderley aparecem como candidatos ao Senado. A pendência está na relação com o PT.

A convenção petista sinalizou apoio aos nomes do MDB, mas deixou aberta a possibilidade de indicar candidato ao governo, à vice ou ao Senado. Ronaldo Medeiros demonstrou insatisfação numa longa conversa com Renan Filho e Renan Calheiros e cobrou participação mais efetiva na composição majoritária.

A tendência é que o PT siga com o MDB, ainda que a aliança termine mais formal do que política. A direção nacional, porém, orienta o partido a endurecer a negociação e a buscar mais espaço.

Até o dia 5

A última semana de convenções começa, portanto, com várias perguntas. Renan Filho escolherá um vice da própria base ou buscará um nome com força eleitoral? JHC confirmará Ronaldo Lessa? Marina Candia substituirá Eudócia Caldas no Senado? Arthur Lira e Alfredo Gaspar lançam candidato ao governo ou fecham com JHC? Davi seguirá candidato ao Senado ou aceitará discutir a vice?

Quase tudo está encaminhado. Quase. As respostas devem aparecer até quarta-feira. Algumas, talvez, somente quando as atas forem entregues. Mas essa é outra história.