Eleições 2026
TSE agenda reunião com embaixadores para esclarecer funcionamento da uurna eletrônica
De acordo com o tribunal, o encontro será realizado na sede do TSE e faz parte das ações de transparência direcionadas à comunidade internacional
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para o dia 17 de agosto uma segunda reunião com embaixadores, representantes diplomáticos e organismos internacionais, com o objetivo de detalhar o funcionamento da urna eletrônica brasileira e do sistema eleitoral do país.
De acordo com o tribunal, o encontro será realizado na sede do TSE e faz parte das ações de transparência direcionadas à comunidade internacional.
O presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, conduzirá a apresentação, reforçando o compromisso da Justiça Eleitoral com a segurança e a confiabilidade do processo de votação eletrônico.
O anúncio da nova reunião ocorre após o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, adotar a estratégia de divulgar informações falsas sobre as urnas eletrônicas a embaixadores estrangeiros, repetindo o método utilizado por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. As declarações levantaram novamente questionamentos sobre a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.
Fake news
Flávio Bolsonaro afirmou, sem apresentar provas, que muitas das urnas utilizadas nas eleições brasileiras seriam da Smartmatic, empresa associada ao sistema eleitoral venezuelano.
Diante dessas declarações, o TSE reiterou publicamente que a Smartmatic não forneceu urnas nem desenvolveu softwares para as eleições brasileiras. O tribunal reforçou que as urnas eletrônicas foram projetadas por servidores da Justiça Eleitoral e produzidas por empresas contratadas através de licitação pública, e que a associação entre a Smartmatic e o sistema brasileiro de votação já foi desmentida diversas vezes nos últimos anos.
O episódio foi interpretado por especialistas e críticos como uma repetição da estratégia do ex-presidente Jair Bolsonaro, que, em 2022, também reuniu embaixadores para apresentar acusações infundadas sobre as urnas eletrônicas, posteriormente refutadas pela Justiça Eleitoral.
Em nota, o TSE informou que as eleições brasileiras contarão com a presença de diversos observadores internacionais, incluindo União Europeia, Organização dos Estados Americanos (OEA), Parlasul, Carter Center, Uniore e Rojae-CPLP.
