Eleições 2026
Empresa nega contratar pesquisa eleitoral em AL e anuncia ação na Justiça
RB Dantas afirma que não encomendou levantamento registrado no TRE-AL, contesta nota fiscal de R$ 47 mil e diz que acionará a polícia, o Ministério Público e a Justiça Eleitoral
A empresa R B Dantas LTDA afirmou, nesta sexta-feira (26), que não contratou nem autorizou a pesquisa eleitoral registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) sob o número AL-04608/2026. Em nota oficial, o grupo declarou que não mantém contrato vigente com a empresa responsável pelo levantamento e anunciou medidas administrativas, policiais e judiciais para apurar o uso do seu nome no registro da pesquisa.
O posicionamento foi divulgado após a publicação de um levantamento da TDL Pesquisa & Marketing, que apontou o prefeito de Maceió, JHC (PSDB), com 52% das intenções de voto em um cenário de segundo turno para o Governo de Alagoas, enquanto o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), apareceu com 37%. Conforme o registro da pesquisa, o estudo teve custo declarado de R$ 47 mil.
Na nota, a R B Dantas reconhece que já contratou serviços da TDL em eleições anteriores, mas afirma que não existe qualquer relação contratual para a realização da pesquisa registrada em 2026.
Segundo a empresa, uma nota fiscal eletrônica no valor de R$ 47 mil foi emitida em seu nome sem autorização. O grupo sustenta que não solicitou o serviço, não recebeu a prestação correspondente e não efetuou qualquer pagamento relacionado ao documento.
"Não autorizamos o faturamento, não recebemos a prestação desse serviço específico e não realizamos nem realizaremos qualquer pagamento referente a esta nota", informou a empresa.
Ainda de acordo com a manifestação, o departamento jurídico já iniciou medidas para contestar a emissão da nota fiscal, solicitar seu cancelamento e exigir esclarecimentos da empresa responsável pela pesquisa sobre quem teria solicitado o levantamento, autorizado a emissão do documento e realizado o eventual pagamento.
A empresa também informou que registrará boletim de ocorrência para apuração de possíveis crimes, como falsidade ideológica e fraude, além de comunicar o caso ao Ministério Público de Alagoas, ao TRE-AL e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Por fim, a R B Dantas reiterou que o fato de ter mantido relações comerciais com a empresa de pesquisas em eleições passadas não autoriza o uso de seus dados cadastrais para registrar novos levantamentos sem autorização prévia e afirmou que buscará a responsabilização civil, administrativa e criminal dos envolvidos, caso sejam confirmadas irregularidades.


