Economia

Endividamento atinge 81,6% das famílias brasileiras em outubro

Inadimplência recua pelo segundo mês consecutivo e chega a 29,3%, mas índice alcança 38,6% entre consumidores com renda de até três salários mínimos

Por Redação 05/11/2026 16h04
Endividamento atinge 81,6% das famílias brasileiras em outubro
Indicador continua em patamar elevado - Foto: Reprodução

O endividamento das famílias brasileiras permaneceu praticamente estável em outubro, atingindo 81,6% dos consumidores, ante 81,7% registrados em setembro. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta quinta-feira (5) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Apesar da leve redução, o indicador continua em patamar elevado, mostrando que mais de oito em cada dez famílias possuem compromissos financeiros a vencer.

Por outro lado, a inadimplência apresentou queda pelo segundo mês consecutivo. O percentual de consumidores com contas em atraso passou de 29,6% em setembro para 29,3% em outubro, uma redução de 0,3 ponto percentual. O resultado representa o menor nível desde o início do ano.

O tempo médio de atraso das dívidas também recuou ligeiramente, passando de 65,3 para 65,1 dias. Ainda assim, 48,8% dos débitos em atraso ultrapassam 90 dias. Além disso, 19,3% das famílias comprometem mais da metade da renda mensal com o pagamento de dívidas.

Renda familiar


A pesquisa aponta que o endividamento e a inadimplência afetam de maneira mais acentuada as famílias de menor renda. Entre os consumidores que recebem até três salários mínimos, o percentual de inadimplentes aumentou de 38,5% em setembro para 38,6% em outubro.

"O estrato que recebe até três salários mínimos registrou aumento nessa taxa de inadimplência em outubro, subindo para 38,6% (contra 38,5% em setembro). Nesse mesmo segmento mais vulnerável, o percentual de famílias que admitem que não terão condições de quitar seus débitos atrasados fechou o mês em 18,3%”, detalhou o economista-chefe da entidade, Fabio Bentes.

Na avaliação sobre o nível de endividamento, a parcela de consumidores que se consideram muito endividados recuou para 16,8%. Já o percentual daqueles que se classificam como pouco endividados avançou para 35,8%.

Entre as faixas de renda, o maior recuo no endividamento foi registrado entre as famílias que recebem mais de dez salários mínimos, cujo indicador passou de 71,9% para 71,5%. Em contrapartida, no grupo com renda entre cinco e dez salários mínimos, houve avanço de 77,9% para 79,3%.

Quanto à inadimplência, as famílias com renda de até três salários mínimos foram as únicas a apresentar aumento no período. Entre os consumidores que recebem mais de dez salários mínimos, o índice permaneceu estável em 15%.

*Com inormações da assessoria