Economia
Petrobras e concorrentes arrematam 7 blocos do pré-sal em leilão da ANP
No regime de partilha, adotado no leilão, a empresa vencedora é aquela que oferece à União a maior parcela da produção de petróleo
A Petrobras e outras cinco empresas arremataram 7 dos 13 blocos do pré-sal ofertados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta quarta-feira (7). As áreas estão localizadas nas bacias de Campos e Santos, e o resultado representa o maior número de blocos do pré-sal arrematados em uma rodada desde 2022.
No regime de partilha, adotado no leilão, a empresa vencedora é aquela que oferece à União a maior parcela da produção de petróleo. O ágio médio ficou 108% acima do mínimo previsto no edital, enquanto os bônus de assinatura somaram R$ 530 milhões. Os contratos também preveem R$ 778 milhões em investimentos.
A Petrobras ficou com dois blocos, enquanto Prio Forte e Equinor Brasil estiveram entre as empresas participantes da rodada. As outras seis áreas ofertadas não receberam propostas.
Segundo o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), a produção deve continuar crescendo, mas parte dos campos do pré-sal pode entrar em declínio a partir da próxima década. Isso torna novas rodadas de oferta essenciais para a reposição de reservas e a continuidade dos investimentos no setor.
Arrecadação supera R$ 3 bilhões
A ANP também ofertou outros 308 blocos, distribuídos por nove bacias sedimentares terrestres e marítimas, sob o regime de concessão — nesse modelo, vence quem oferece o maior bônus de assinatura ao governo. A arrecadação superou R$ 3 bilhões, com a maior parte concentrada em oito blocos adquiridos pela Petrobras na Bacia de Campos.
"O bônus de assinatura total arrecadado foi de R$ 3.005.659.796,14 para os blocos exploratórios, sendo o maior valor desde o início da Oferta Permanente. Para áreas com acumulações marginais, o bônus total foi de R$ 1.594.000,00", informou a entidade.
Entre as áreas fora do pré-sal estava a Bacia de Tacutu, na fronteira entre Roraima e Guiana. O Observatório do Clima, que reúne 170 organizações da sociedade civil, criticou a oferta de áreas no estado e afirmou que "os setores terrestres no estado de Roraima estão na Amazônia, bioma que deveria ser a primeira e mais importante zona de exclusão de petróleo e gás".
Por Sputinik Brasil
