Economia
Indústria brasileira reage a tarifa de 25% dos EUA sobre exportações
Entidades do setor apontam impactos para a competitividade brasileira após anúncio de nova sobretaxa norte-americana
O governo dos Estados Unidos anunciou, na madrugada desta quinta-feira (16), a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, medida que gerou forte reação das principais entidades do setor industrial do Brasil.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou nota expressando “profunda preocupação” com a decisão norte-americana de sobretaxar exportações brasileiras. Segundo a entidade, “a decisão é especialmente prejudicial por se limitar de forma unilateral ao Brasil, o que reduz significativamente a competitividade do país perante concorrentes globais”.
A Fiesp reafirmou ainda seu “compromisso com a diplomacia empresarial” e informou que seguirá trabalhando junto a parceiros nos EUA para reverter ou mitigar as tarifas, buscando ampliar a lista de isenções.
Quem também se manifestou foi a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Em comunicado, a entidade declarou: “A Fiemg manifesta profunda preocupação com o recente aumento das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros”.
A Fiemg destacou a importância do diálogo e da cooperação entre os países, especialmente em um momento que exige serenidade e responsabilidade nas relações comerciais internacionais. A federação mineira ressaltou ainda que os EUA são um parceiro estratégico para o Brasil, em especial para a indústria manufatureira nacional.
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, também criticou a medida do governo dos EUA. Segundo Alban, “os efeitos do aumento de tarifas dos Estados Unidos estão sendo cada vez mais sentidos pela indústria brasileira: 20 dos 27 estados reduziram suas exportações ao mercado norte-americano no primeiro trimestre”.
“Diante do anúncio de hoje, o cenário tende a piorar, corroendo ainda mais a competitividade da indústria brasileira. Não podemos poupar esforços para reverter essa lógica e retomar a relação que o Brasil e Estados Unidos construíram”, acrescentou Alban.
A nova sobretaxa norte-americana entra em vigor a partir de 22 de julho e incidirá sobre produtos brasileiros que não estão na lista de exceções.

