Economia
Brasil deve arrecadar quase R$ 58 bilhões com exportação de minerais
Matriz energética brasileira, predominantemente renovável, é um diferencial competitivo que consolida o Brasil como destino atrativo
Em 2025, a exportação brasileira de minerais críticos e suas cadeias produtivas deve gerar US$ 11,4 bilhões (R$ 57,85 bilhões) em receitas para o país, segundo informações do portal InfoMoney, que cita dados da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
O portal destaca que, com vastas reservas desses minerais, o Brasil se torna peça-chave para atender à crescente demanda mundial impulsionada pela transição energética, digitalização e necessidade de segurança nas cadeias produtivas globais.
"O conjunto de minerais críticos — cobre, nióbio, silício, níquel, lítio, grafite, elementos de terras raras (ETR), fosfato e potássio —, incluindo suas cadeias produtivas, rendeu ao Brasil [R$ 57,85 bilhões] em exportações em 2025", ressalta a publicação.
Segundo o texto, a matriz energética brasileira, predominantemente renovável, é um diferencial competitivo que consolida o Brasil como destino atrativo para investimentos de longo prazo nas cadeias de minerais críticos.
O InfoMoney também observa que há potencial identificado no país para expandir as etapas de processamento, refino, transformação industrial e manufatura de bens de maior valor agregado dentro do território nacional.
Além disso, o mercado brasileiro conta com instrumentos de fomento institucional, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), as debêntures incentivadas e iniciativas como a Nova Indústria Brasil (NIB) e o Novo PAC, que apoiam projetos nessas fases da cadeia produtiva.
Anteriormente, a professora aposentada da Universidade de Brasília, Maria Luiza Falcão Silva, afirmou que, por deter o segundo maior volume de metais de terras raras do mundo, o Brasil deve adotar posições mais firmes e ousadas no cenário internacional.
Em artigo publicado no Brasil 247, a professora defendeu que, diante do crescente protagonismo das terras raras na economia moderna, o país precisa agir como protagonista em igualdade de condições com outras potências globais.

