Economia
Europa e EUA podem perder R$ 120,6 trilhões ao romper cooperação com China
O estudo alerta que a medida pode elevar a inflação para até 2,5% em determinados setores
Europa e Estados Unidos precisarão investir mais de R$ 120,6 trilhões em 25 anos para superar a dependência econômica da China, segundo reportagem do jornal Financial Times baseada em dados da consultoria EY-Parthenon. O estudo alerta que a medida pode elevar a inflação para até 2,5% em determinados setores.
De acordo com a análise, os Estados Unidos teriam de desembolsar US$ 13,7 trilhões (R$ 70 trilhões) na construção de novas cadeias produtivas, centros de pesquisa, instalações logísticas e substituição de softwares fornecidos por empresas chinesas.
Já os países da zona do euro precisariam investir US$ 9,1 trilhões (R$ 46,5 trilhões) para objetivos semelhantes. No caso do Reino Unido, o custo estimado é de US$ 800 bilhões (R$ 4,08 trilhões).
Os especialistas destacam que a União Europeia teria de praticamente dobrar seu orçamento anual para viabilizar a transição. O relatório ressalta que o volume de investimentos evidencia o tamanho do desafio para o Ocidente caso decida reduzir drasticamente a dependência da economia chinesa.
Apesar de o investimento anual total de US$ 940 bilhões (R$ 4,80 trilhões) não ser considerado “inacessível” pelos analistas, trata-se de um valor adicional aos planos já existentes para infraestrutura e defesa.
Como os preços de venda na China são de 20% a 100% mais baixos que no Ocidente, o rompimento das relações pode resultar em aumento de preços e na elevação da taxa básica de juros. Na Europa, setores específicos podem registrar alta entre 1% e 2,5% nos preços.
Recentemente, outro jornal norte-americano destacou que a Europa se aproxima de uma guerra comercial com a China, temendo ameaças às suas indústrias devido ao volume crescente de produtos chineses de baixo custo no continente.

