Economia

Brasil supera 10,6 milhões de empresas e amplia geração de empregos

Dados do IBGE mostram crescimento de 5,8% no número de empresas em 2024, com avanço do emprego formal e destaque para os setores de saúde, comércio e serviços

Por Redação 25/06/2026 15h03
Brasil supera 10,6 milhões de empresas e amplia geração de empregos
Atividades ligadas ao comércio apresentaram maior número de empresas, pessoal ocupado e pessoal assalariado em 2024 - Foto: Ari Dias/AEN

O Brasil encerrou 2024 com mais de 10,6 milhões de empresas e organizações ativas, um crescimento de 5,8% em comparação com o ano anterior. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio das Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (Cempre).

O levantamento também aponta avanço no mercado de trabalho. O número de trabalhadores assalariados passou de 52,6 milhões para 54,2 milhões, registrando alta de 3% em relação a 2023. Já o salário médio mensal chegou a R$ 3.932,45, valor praticamente estável na comparação anual e equivalente a 2,8 salários mínimos.

Segundo o IBGE, o crescimento empresarial foi impulsionado principalmente pela abertura de pequenos negócios. Empresas com até nove funcionários representaram a maior parte das novas organizações criadas no país, embora a maior concentração de empregos continue nas companhias de grande porte.

Nos últimos dois anos, o país ganhou cerca de 1,2 milhão de novas empresas, elevando o total de 9,4 milhões em 2022 para 10,6 milhões em 2024. Os setores que mais contribuíram para esse avanço foram Saúde Humana e Serviços Sociais, Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas, além do Comércio e Reparação de Veículos.

O estudo mostra ainda que apenas 28,4% das empresas possuíam empregados formais, mas essas organizações eram responsáveis pela ocupação de 68 milhões de pessoas. Desse total, 54,2 milhões eram trabalhadores assalariados e 13,8 milhões atuavam como sócios ou proprietários.

Comércio lidera em número de empresas e empregos

Entre os segmentos econômicos, o setor de Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas manteve a liderança em diversos indicadores. A atividade concentra 27,4% das empresas do país, além de reunir a maior parcela de trabalhadores ocupados e assalariados.

Já a Administração Pública apresentou a maior participação na massa salarial nacional, respondendo por 23% dos rendimentos pagos no país, seguida pela Indústria de Transformação e pelo Comércio.

Embora representem apenas 0,2% do total de empresas brasileiras, as organizações com 250 ou mais empregados concentram 55,7% dos trabalhadores assalariados e 69% de toda a massa salarial do país.

O levantamento também revela que essas empresas pagam salários significativamente superiores à média nacional. Enquanto o rendimento médio nas grandes corporações alcançou R$ 4.913,27, nas empresas com até nove empregados o valor ficou em R$ 2.116,21.

Mulheres ainda recebem menos que os homens

O estudo do IBGE aponta que a desigualdade salarial entre homens e mulheres permanece no mercado de trabalho brasileiro. Em 2024, as mulheres receberam, em média, R$ 3.608,04 por mês, valor 16% inferior ao rendimento médio dos homens, que foi de R$ 4.206,00.

Apesar disso, setores como Saúde, Educação e Serviços Financeiros seguem entre os que mais empregam mulheres, impulsionando o crescimento da participação feminina no mercado formal.

A pesquisa também confirma a influência da escolaridade nos rendimentos. Trabalhadores com diploma de nível superior receberam, em média, R$ 7.776,59 mensais, quase três vezes mais do que aqueles sem formação superior, cuja remuneração média foi de R$ 2.742,41.

Entre os setores com maior concentração de profissionais graduados estão Educação, Atividades Financeiras e Organismos Internacionais.

Sudeste concentra empresas e salários mais elevados

A Região Sudeste continua liderando a atividade econômica nacional, concentrando mais da metade das unidades empresariais do país, além da maior parcela dos empregos formais e da massa salarial.

Entre os estados, São Paulo aparece na liderança em número de trabalhadores e volume de salários pagos. Já o Distrito Federal registrou o maior salário médio do Brasil, seguido por São Paulo e Rio de Janeiro.

Os dados reforçam o cenário de expansão da atividade empresarial no país, impulsionado principalmente pelos pequenos negócios, ao mesmo tempo em que evidenciam desafios relacionados à concentração de renda, desigualdade salarial e qualificação profissional.