Economia
Consórcio Nordeste apresenta oportunidades de financiamento para indústria
Com esses investimentos, o Fórum busca evitar a emissão de até 100 milhões de toneladas de CO2 por ano, além de gerar milhares de empregos verdes na região
O Fórum Powershoring reuniu, nesta segunda-feira (22), investidores e instituições de pesquisa e inovação tecnológica europeus em Londres, durante a London Climate Action Week, para apresentar oportunidades do 5º leilão EcoInvest, iniciativa do Ministério da Fazenda. O evento faz parte da estratégia do Fórum para captar até R$ 70 bilhões em investimentos destinados à indústria verde no Nordeste até 2030, sendo R$ 50 bilhões previstos apenas nesta quinta rodada do leilão EcoInvest. O Fórum é uma parceria entre o Consórcio Nordeste, o Instituto Clima e Sociedade (iCS) e o Banco do Brasil, com o objetivo de posicionar o Nordeste como referência mundial em indústria de baixo carbono.
Com esses investimentos, o Fórum busca evitar a emissão de até 100 milhões de toneladas de CO2 por ano, além de gerar milhares de empregos verdes na região.
“A transição energética global abriu uma oportunidade histórica para o Nordeste. A região está preparada para liderar essa nova etapa da industrialização brasileira, baseada em energia renovável, inovação e baixo carbono. Em Londres, apresentamos nossa capacidade de coordenação regional, segurança jurídica e agilidade institucional para receber investimentos. Queremos que a riqueza gerada por esse potencial permaneça em nosso território, impulsionando cadeias produtivas estratégicas, empregos qualificados e desenvolvimento sustentável”, afirmou Paulo Dantas, presidente do Consórcio Nordeste e governador de Alagoas.
EcoInvest Brasil
No evento, foram apresentados instrumentos financeiros e mecanismos de mitigação de risco do EcoInvest Brasil, além de experiências, novas oportunidades de investimento, parcerias e desenvolvimento de projetos, fomentando corredores industriais verdes entre Brasil e Europa.
O 5º leilão EcoInvest é a principal iniciativa de financiamento híbrido (blended finance) do país para a transformação ecológica. O programa prevê a criação de seis fundos, uma linha de crédito corporativo e recursos não reembolsáveis para pesquisa aplicada e empreendedorismo de base tecnológica. Os fundos contemplam cadeias de valor estratégicas, como fertilizantes verdes, combustíveis avançados, automação e inteligência artificial aplicada à indústria, beneficiamento de minerais críticos, sistemas de baterias e veículos elétricos, química verde, biomateriais e circularidade de resíduos minerais e industriais.
“O Banco do Brasil atua como catalisador dessa agenda, estruturando parcerias estratégicas e instrumentos financeiros capazes de transformar o potencial energético renovável em competitividade industrial sustentável. Ao conectar capital, inovação e desenvolvimento regional, contribuímos para posicionar o Brasil, especialmente o Nordeste, como protagonista nas cadeias globais de baixo carbono, impulsionando a geração de emprego, renda e a redução de emissões em escala”, destacou José Ricardo Sasseron, vice-presidente de Governo e Sustentabilidade Empresarial do BB.
O conceito de Powershoring consiste no direcionamento de cadeias produtivas intensivas em energia para regiões com ampla disponibilidade de energia renovável, competitiva e em escala. O modelo permite reduzir custos e emissões, contribuindo para a descarbonização industrial e fortalecendo a segurança energética global.
Nesse contexto, o Nordeste brasileiro se destaca como diferencial estratégico. Com uma das matrizes energéticas mais limpas e competitivas do mundo, a região reúne condições favoráveis para consolidar-se como hub global de indústria energética verde, promovendo a descarbonização de cadeias produtivas, atraindo investimentos sustentáveis e gerando emprego e renda.
Sobre o Fórum Powershoring
Criado pelo Banco do Brasil, Consórcio Nordeste e Instituto Clima e Sociedade (iCS), o Fórum Powershoring busca posicionar o Nordeste como polo estratégico de investimento industrial de baixo carbono. A iniciativa funciona como plataforma permanente de articulação entre governos, instituições financeiras, academia e setor privado, promovendo corredores industriais verdes, investimentos produtivos e cadeias de valor resilientes de baixo carbono.
“O Fórum Powershoring ocorre em um momento particularmente favorável para a mobilização de capital voltado à transição climática e ao desenvolvimento industrial de baixo carbono no Brasil. Apresentar essa oportunidade a investidores na London Climate Action Week reforça a importância do Powershoring para a descarbonização de outras economias além da brasileira”, avaliou Victória Santos, gerente de Energia e Indústria do iCS.
Na mesa de abertura, a coordenadora da Câmara Temática do Meio Ambiente do Consórcio Nordeste e secretária do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Ceará, Vilma Freire, representou a região. A comitiva nordestina contou ainda com Ingrid Feitosa, secretária do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas de Sergipe, e Feliphe Araújo, secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí.
O Fórum conta com uma estrutura de governança composta pelo Banco do Brasil, iCS e Consórcio Nordeste, reunindo capacidades financeiras, técnicas e institucionais para viabilizar projetos e mobilizar capital. Entre os objetivos, destacam-se a atração de investimentos de grande escala para cadeias de valor sustentáveis e a redução significativa de emissões.


