Economia

Conta de luz deve subir 8,6% em 2026; veja como economizar

Reajuste previsto pela Aneel reforça a importância do consumo consciente; especialista aponta os eletrodomésticos que mais pesam na fatura de energia.

Por Redação* 22/06/2026 09h09
Conta de luz deve subir 8,6% em 2026; veja como economizar
Uso consciente e manutenção dos equipamentos podem reduzir o impacto do reajuste na conta de luz - Foto: Assessoria

A conta de energia elétrica dos brasileiros deve ficar mais cara em 2026. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) projeta reajuste médio de 8,6% nas tarifas neste ano. Além disso, a estimativa é de que os consumidores arquem com R$ 47,8 bilhões em subsídios, alta de 15,4% em relação a 2025, valor que acaba sendo repassado às contas de luz.

Diante desse cenário, especialistas recomendam atenção aos equipamentos que mais consomem energia dentro de casa. Levantamento da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) mostra que apenas 11 dos 51 aparelhos analisados concentram cerca de 80% do consumo residencial.

Chuveiro, geladeira e ar-condicionado lideram consumo


Entre os equipamentos que mais impactam a conta de energia estão o chuveiro elétrico, com consumo médio de 1.609 kWh por domicílio ao ano, seguido pela geladeira, com 368 kWh anuais, e pelo ar-condicionado, com 106 kWh.

Segundo o engenheiro eletricista Poffo, esses aparelhos exigem maior potência ou permanecem ligados por longos períodos.

“Os equipamentos que mais consomem energia nas casas dos brasileiros são os que ficam ligados por longos períodos ou que geram aquecimento e resfriamento. Chuveiro elétrico e ar-condicionado exigem muita potência em pouco tempo, enquanto a geladeira funciona 24h por dia”.

O especialista também cita ferro de passar, forno elétrico e lava-louças entre os equipamentos que merecem atenção. Além disso, ressalta que o consumo acumulado de aparelhos menos potentes, como lâmpadas antigas, também pode elevar a fatura.

Mudanças de hábito ajudam a reduzir gastos


Entre as orientações para economizar energia estão substituir lâmpadas incandescentes e fluorescentes por modelos de LED, reduzir o tempo de banho, evitar banhos muito quentes, manter portas e janelas fechadas durante o uso do ar-condicionado e regular o aparelho entre 23°C e 24°C.

“O ideal é manter o ar-condicionado entre 23°C e 24°C, que é a faixa de melhor rendimento do equipamento, garantindo conforto térmico com maior eficiência energética”, orienta Poffo.

Cuidados com a geladeira fazem diferença


Por permanecer ligada continuamente, a geladeira exige atenção especial. O especialista recomenda respeitar o espaçamento indicado pelo fabricante em relação às paredes, evitar instalar o equipamento próximo ao fogão, não armazenar alimentos ainda quentes, abrir a porta apenas quando necessário, ajustar corretamente o termostato e verificar periodicamente o estado das borrachas de vedação.

“Uma borracha ressecada permite a fuga do ar frio, forçando o motor a trabalhar mais e aumentando o consumo. É um detalhe simples, mas que faz diferença no fim do mês”, destaca.

Equipamentos modernos podem gerar economia


Outra recomendação é substituir eletrodomésticos antigos por modelos mais eficientes. Segundo o engenheiro, os aparelhos comercializados atualmente seguem programas de eficiência energética e consomem menos eletricidade, proporcionando economia ao longo do tempo.

De acordo com o especialista, a combinação entre consumo consciente, manutenção adequada dos equipamentos e aquisição de aparelhos mais eficientes é a principal estratégia para reduzir o impacto do aumento da conta de luz no orçamento das famílias.

*Com informações da Assessoria